Cotação do café toca maior nível em 30 meses e encerra com alta próxima de 5%

Ausência de chuvas nas principais regiões de plantio do Brasil preocupa investidores; previsões climáticas não ajudam

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SÃO PAULO – A ausência das chuvas nas regiões brasileiras de plantio do café contribuiu para uma expressiva alta nos contratos futuros da commodity em Nova York. Mesmo encerrando com variação positiva de quase 5%, a cotação do produto chegou a ser negociada em seu mais alto nível dos últimos 30 meses.

As previsões climáticas apoiaram o movimento dos contratos. De acordo com os meteorologistas, nenhuma chuva significativa é esperada para os principais estados produtores, Minas Gerais e São Paulo, até a próxima semana.

Com o clima excessivamente seco nas regiões de plantio do país, a cotação do café acumulou alta de 11% no mês de setembro.

A expectativa é de que a aridez do solo tenha prejudicado as plantações, podendo exercer impacto negativo sobre o resultado da safra. Vale ressaltar que o Brasil é, atualmente, o maior produtor e exportador mundial da commodity.

Forte alta

Os contratos futuros de café com entrega programada para dezembro encerraram em alta de 4,8%, cotados a US$ 1,35 a libra na New York Board of Trade.

Ao longo da sessão, a commodity chegou a tocar a casa dos US$ 1,36 por libra, maior nível desde março de 2005. A alta registrada no fechamento é a maior desde 17 de setembro.