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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu em sua reunião mensal, que foi realizada nesta terça-feira e quarta-feira, manter as taxas Selic em 18,50% ao ano, embora tenha mudado o viés para baixa. Com o viés de baixa, o Banco Central poderá reduzir os juros antes da reunião do mês de julho.
A decisão do Copom acabou ficando em linha com a expectativa do mercado, que apostava em manutenção da taxa de juro. O contrato de DI para julho acabou fechando o pregão desta terça-feira em 18,55% ao ano, mostrando que a manutenção dos juros em 18,50% já era esperada pelo mercado.
Instabilidade do mercado impediu nova redução da Selic
O Copom considerou que o atual cenário, onde o governo tem tido dificuldades para refinanciar sua dívida e as cotações da moeda norte-americanas têm apresentado expressiva alta, não permite uma redução das taxas de juros, que poderiam trazer ainda mais nervosismo ao mercado.
No entanto, a inflação já começa a mostra sinais de enfraquecimento, com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficando em apenas 0,21% em maio. Além disto, o nível de atividade da economia tem apresentado uma recuperação abaixo do esperado, o que indica que a demanda se encontra aquém do desejado, não devendo pressionar os preços no futuro. Com isso, o Banco Central poderá cortar os juros a partir do momento em que o mercado apresentar maior tranqüilidade, já que a tendência da inflação, que orienta as decisões do Copom a partir das metas de inflação, é claramente de queda.