Renda fixa

Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Investidores monitoraram dados do Caged, no Brasil, e avanço da Covid-19 na Europa, em dia de feriado nos EUA

SÃO PAULO – Os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto viraram para queda na tarde desta quinta-feira (26), em um dia de menor liquidez por conta do feriado nos Estados Unidos.

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio anual de 5,22%, ante 5,30% na tarde de ontem. A taxa paga pelo mesmo papel com prazo em 2026, por sua vez, cedia de 7,61% para 7,51% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava uma taxa anual de 2,99%, ante 3,02% no pregão anterior. Já o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030 era de 3,45%, ante 3,47% ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quinta-feira (26):

Fonte: Tesouro Direto

Cena política doméstica

Entre os destaques do dia, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da PEC (proposta de emenda constitucional) 45, da reforma tributária, prometeu a partidos de oposição que apresentará na próxima semana seu parecer.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o relator pretende incluir no texto a tributação de dividendos, a proibição de juros sobre capital próprio nos balanços e a tributação de herança e patrimônio em modelo progressivo, ou seja, com cobranças maiores de acordo com o montante.

Melhores da Bolsa 2020
Cadastre-se gratuitamente para participar do encontro entre os CEOs das melhores empresas listadas na Bolsa e gestores de grandes fundos, entre os dias 24 e 26 de novembro:
Concordo que os dados pessoais fornecidos acima serão utilizados para envio de conteúdo informativo, analítico e publicitário sobre produtos, serviços e assuntos gerais, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.
check_circle_outline Sua inscrição foi feita com sucesso.
error_outline Erro inesperado, tente novamente em instantes.

Ontem, durante evento virtual promovido pela cooperativa de crédito Sicoob, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o Brasil precisa ganhar credibilidade por meio de reformas e de um plano que mostre que o país está preocupado com a dívida pública.

Segundo ele, a economia ganharia mais com credibilidade do que com a prorrogação de medidas de mitigação do efeito da pandemia que impliquem em mais gastos públicos. “Chega um ponto em que a situação fiscal está tão fragilizada que pode gerar crescimento a curto prazo, mas a falta de credibilidade pode afetar isso lá na frente e gerar um efeito contrário ao desejado, contracionista”, afirmou.

Questionado sobre a afirmação do presidente do BC, o ministro da Economia Paulo Guedes respondeu: “o presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, pergunte a ele qual o plano dele, qual plano que vai recuperar a credibilidade”.

PUBLICIDADE

Na agenda de indicadores, os investidores monitoraram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com criação de 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, acima da estimativa de criação de 220 mil empregos, segundo consenso Bloomberg.

Quadro internacional

Com os mercados americanos fechados nesta quinta-feira por conta do feriado de Ação de Graças, os investidores viraram suas atenções para o velho continente.

Na Alemanha, o governo prorrogou o novo lockdown até o dia 20 de dezembro e a chanceler, Angela Merkel, disse que as medidas de isolamento podem ser novamente prorrogadas até janeiro se os dados de contágio não retrocederem o bastante para a economia se reabrir.

O lado desconhecido das opções: treinamento gratuito do InfoMoney ensina a transformar ativo em fonte recorrente de ganhos – assista!