Publicidade
É atribuída à Escola de Viena a teoria dos ciclos econômicos, que prega que momentos excepcionais de crescimento são sempre seguidos por períodos de correção. Para os austríacos Friedrich Hayek, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1974, e Ludwig Von Mises, taxas de juros artificialmente baixas e crescimento excessivo do crédito costumam ser o pano de fundo para booms econômicos. O dinheiro em excesso acaba levando a investimentos progressivamente menos rentáveis, ao mau uso dos recursos disponíveis e, já no auge do ciclo, a bolhas especulativas. No período que se segue, a tendência positiva é revertida com uma correção de preços, uma redução do crédito e, em alguns casos, uma recessão econômica. O roteiro acima já foi bombardeado de críticas por economistas de diversas vertentes porque não haveria evidência empírica de que as coisas funcionam sempre assim. Prestes a completar três anos de crescimento fraco, no entanto, a economia brasileira parece reforçar a teoria austríaca. Para alguns dos maiores economistas brasileiros ouvidos pela revista InfoMoney, o PIBinho veio para ficar.
