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SÃO PAULO – Investir sozinho com objetivo de acumular recursos para se aposentar requer pesquisa e o mínimo de dedicação na escolha das aplicações corretas. Em artigo do Business Insider, o planejador financeiro Ken Moraif destaca que é necessário, por parte do investidor, tomar algumas decisões e não se deixar levar pela opinião ou sugestão de pessoas que não entendem do assunto. “O portfolio deve ser único e exclusivo de cada investidor, mas há pontos em que eles convergem”, explica Moraif.
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Segundo ele, os investidores se diferem um do outro em três aspectos: quanto tempo falta para a aposentadoria, quanto eles já possuem acumulado e quanto dinheiro será necessário para viver de renda sem trabalhar.
Ken acredita que o primeiro passo é descobrir o “número mágico”, ou seja, qual a quantia que será necessária ter na hora de se aposentar. “Essencialmente você terá fontes de renda além dos investimentos quando se aposentar, como uma pensão, parcelas de aposentadoria social ou renda oriunda de imóveis alugados. Uma vez adicionadas essas rendas, você deve subtrair as despesas que terá quando estiver aposentado”.
Para a maioria das pessoas, esta conta dará um número negativo, pois as despesas são mais altas do que a renda. Para saber exatamente quanto será necessário acumular, Moraif explica como fazer a conta. “Depois de descoberto o número negativo é preciso que ele seja projetado como despesa anual, feito isso, multiplique por 25 e você terá o valor estimado que necessitará. Por exemplo, se seu déficit for de US$ 2 mil, você terá que ter, pelo menos, US$ 600 mil salvos”.
A partir do momento em que o valor necessário for descoberto, será possível definir qual será a estratégia de investimento adotada. Moraif chama a taxa de retorno necessária para atingir esse número de “taxa de atratividade” e, para ajudar na hora de calculá-la, o especialista recomenda a procura de um planejador financeiro ou corretora.
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Erre do lado conservador
Mesmo que arriscar não seja um problema, Moraif diz que reservas para a aposentadoria não devem ser o lugar para testar os limites pessoais de investimento. “Acredito que você só deva correr o risco necessário para atingir seus objetivos financeiros. Se a taxa de retorno necessária é 10% e você corre atrás de um retorno de 20%, a chance de ser pego por um ‘bear market’ (mercado de baixa) é grande e isso vai atrapalhar seus planos de aposentadoria”, diz ele.
Você não tem que fazer tudo sozinho
Trabalhar na construção de um portfólio sozinho pode ser um pouco desafiador. Segundo Moraif, trabalhar com um planejador financeiro ou conselheiro pode deixar o caminho mais fácil.
Outra opção para aqueles que não podem arcar com as despesas de um planejador individual é utilizar as plataformas online de gerenciamento de investimento, os chamados “conselheiros robôs”.
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Tudo bem se seus investimentos não forem perfeitos
Por fim, Moraif diz que começar é mais importante do que se sobressair de maneira brilhante em seus investimentos. “A maioria das pessoas não sabe no que investir nem como investir e sentem que há opções demais e futuras dores de cabeça. Mas, as vantagens de investir todos os meses é que essas aplicações, passo a passo, vão se mostrar positivas e superarem as escolhas que você tenha feito, sejam elas certas ou erradas. O importante é saber lidar com retornos e/ou quedas”.