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SÃO PAULO – Você pode utilizar a psicologia para alcançar a sua felicidade financeira. Como? Adote uma nova postura: pare de culpar os “outros” pela situação em que se encontra, ao invés disso, adote uma postura mais construtiva e assuma o controle da sua vida.
O Governo pode até gastar demais e de forma errada, o que compromete a capacidade de manter o pagamento dos benefícios previdenciários, mas isso não é desculpa para você não controlar os seus
gastos.
A empresa onde você trabalha não oferece um plano de previdência ou seguro de saúde, mas isso não significa que você não deva se preocupar em ter estas coberturas, sobretudo, se for casado e com filhos. O fato dos bancos anunciarem resultados recordes e os seus investimentos crescerem tão pouco não é desculpa para você deixar de investir.
Sentir-se frustrado com os “outros” é normal, mas isso não deve servir de desculpa para que abandone o seu planejamento financeiro. Ao invés de culpá-los e lamentar as injustiças do mundo, console-se: você não tem controle sobre o que acontece lá fora, mas pode, e deve, ter controle sobre o seu futuro.
Individualismo econômico
Na sociedade moderna, somos, cada vez mais, únicos responsáveis pela nossa felicidade financeira. Assim, ao invés de tentar transferir a culpa, lute pela sua felicidade financeira. Como? Simples: desenvolva um relacionamento mais saudável com o dinheiro e aprenda a poupar.
Uma vez adquirido o novo hábito, você retoma o controle das suas finanças, e consegue dormir mais tranqüilo. E, como estresse e felicidade andam em sentidos contrários, basta aprender a poupar que certamente você alcançará a felicidade financeira. Para ajudá-lo nesta tarefa, seguem algumas dicas simples, que podem fazer a diferença no alcance da sua felicidade financeira.
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- Aprenda a querer menos
Todos os dias você é convencido de que precisa consumir algo para ser feliz. Não há nada de errado em consumir, desde que isso não se transforme em um hábito compulsivo. Controle os seus impulsos, antes de comprar reflita se realmente precisa daquilo.
Se ficar na dúvida, desista da compra na hora. Caso esteja convencido da real necessidade de tal produto, arregace as mangas e planeje a melhor forma de adquiri-lo. Se for preciso financiar,
planeje o seu empréstimo. - Aprenda a se organizar
O dia precisaria ter 48 horas para que você pudesse fazer tudo o que quer e precisa. A sensação que você tem é de que age como um bombeiro apagando um incêndio após o outro? Infelizmente essa é a realidade da sociedade em que vivemos.
A melhor forma de dar conta de tudo isso é se organizar. A falta de organização consome tempo, energia e custa caro, não só para a empresa, como para a sua saúde, pois, em geral, implica em altos níveis de estresse. Arregace as mangas e ponha um fim na bagunça. Estabeleça prazos para resolver as suas pendências: não procrastine.
- Defina objetivos
Definir uma meta, ou objetivo, é mais difícil do que a maioria das pessoas imagina. Não basta dizer: “daqui a 20 anos quero estar rico”! É necessário ser mais preciso do que isso. O que é ficar rico para você? Quanto isso significa em termos monetários, como isso se traduz em termos de poupança mensal etc.
Seja exato nas suas metas, pois só assim você pode avaliar se o seu desempenho está adequado, ou não. Ou seja, se você está avançando no alcance dos seus objetivos. O método permite ainda
revisão da sua estratégia, caso isso seja necessário. - Planeje seus gastos
Na hora de refletir sobre o que fazer para aumentar a sua capacidade de poupança, a maioria das pessoas pensa em alternativas para elevar a sua renda.
Mas, a verdade é que existe um limite do que você pode fazer nesta área. Afinal, não é possível trabalhar 24 horas por dia e, dependendo do seu nível de instrução e experiência, encontrar um emprego que pague melhor.
A forma mais simples, portanto, é aprender a gastar menos do que recebe. O grande problema é que a maioria das pessoas sequer sabe se está gastando mais do que ganha, pois não tem qualquer tipo de controle
orçamentário. Aprender a viver de acordo com a sua renda é difícil, mas certamente um passo importante no alcance da sua felicidade financeira. - Aprenda a investir
Existe uma equação fácil de entender em finanças: não poupar significa não investir, o que equivale a não se aposentar. Infelizmente, ao contrário das gerações anteriores, não é possível mais contar com o apoio de outras pessoas para garantir o futuro.
Esse estado de solidão econômica exige que sejamos capazes de tomar decisões acertadas sobre como investir o nosso dinheiro. Poupar é importante, mas, se não soubermos investir, todo esse esforço é perdido.
Diversifique, mantenha a
liquidez dos seus investimentos e, sobretudo, calcule os seus riscos. Na dúvida, procure ajuda especializada. - Proteja-se
O investidor
Warren Buffet tem duas regras claras quando fala de dinheiro. A primeira delas é: nunca perca dinheiro. A segunda: nunca esqueça a primeira regra. A contratação de
seguro é uma forma inteligente de proteger o seu patrimônio e garantir tranqüilidade financeira aos seus familiares. A
previdência ajuda na transferência eficiente deste patrimônio. - Faça o que gosta
Por último, faça o que gosta. Encontrar uma ocupação de que lhe agrade é um passo importante no alcance da sua felicidade financeira. Se você gosta do que faz, provavelmente fará bem, o que irá refletir na sua remuneração.
No livro uma Mente Milionária, o autor George Stanley é taxativo: se você for criativo o suficiente para identificar a sua vocação, certamente irá ganhar muito dinheiro. Para Stanley, os milionários mais bem-sucedidos são aqueles que escolhem uma vocação que adoram. Exatamente por isso é um dos maiores defensores do ditado que diz “felicidade paga”.