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SÃO PAULO – O esperado ajuste nos mercados brasileiros veio na terceira semana de junho. A proximidade do preço dos ativos de níveis recordes nas sessões anteriores era um prenúncio de provável correção. E a fonte para o pessimismo, também conforme as expectativas, esteve associada à cena externa.
O temor de novas medidas para conter o crescimento econômico chinês e uma eventual bolha especulativa naquele país voltou na sexta-feira, trazendo apreensão. Reforçando o quadro de “velhas preocupações”, o segmento de subprimes – crédito imobiliário de alto risco nos EUA – também emitiu maus sinais.
À luz deste cenário, o Ibovespa acumulou queda de 0,46% na semana, enquanto o dólar comercial subiu 1,67%. O risco-país mostrou pequena variação e os juros futuros avançaram.
Cenário externo: a grande preocupação
Com o ambiente doméstico relativamente tranqüilo e detentor de um maior grau de previsibilidade, já era mesmo de se esperar que eventuais turbulências para os mercados viessem do âmbito internacional.
O rendimento dos Treasuries, ao mostrar avanço em algumas sessões diante de novas evidências de dificuldade de afrouxamento monetário nos EUA, voltou a assustar.
Isso porque maiores juros pagos pelos títulos do Tesouro norte-americano diminuem a atratividade de outras aplicações, como as ações e os bônus de mercados emergentes. Além de criar uma referência de juro de longo prazo mais elevado, trazendo um prognóstico menos favorável ao crescimento econômico.
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Completando o quadro negativo, houve uma intensificação do temor com o grau de alavancagem de hedge funds dos EUA em hipotecas subprimes e as bolsas da China apresentaram forte recuo na sexta-feira. A especulação em torno de novas medidas para frear o crescimento econômico do país e conter uma eventual bolha especulativa nos mercados financeiros voltou à tona.
Cenário interno: inflação em foco
Na cena doméstica, a evolução da inflação foi destaque em termos de agenda econômica. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) apontou inflação de 0,29% em junho, pouco acima da alta nos preços verificada no mês de maio (0,26%).
Com isso, o IPCA-E do segundo trimestre, que constitui a variação trimestral do IPCA-15, ficou em 0,77%. Nos últimos doze meses, a variação registrada pelo indicador foi de 3,44%, enquanto, no acumulado de 2007, de 2,18%.
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A esfera política continuou ocupando espaço nos noticiários, com os desdobramentos das denúncias ao presidente do Senado Renan Calheiros.
Confira as cotações
Acompanhando a performance de Wall Street, o Ibovespa acumulou baixa de 0,46%, fechando a semana em 54.267 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial apurou alta de 1,67%, a R$ 1,943.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2009, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 10,65% na sexta-feira, frente aos 10,47% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,75%, levemente abaixo dos 11,79% registrados na sexta-feira anterior.
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Calendário da semana
Na agenda da última semana de junho, no Brasil, destaque à divulgação do IGP(M), da FGV, relativo a junho, e às Notas de Política Fiscal e Monetária do Banco Central do Brasil.
Nos Estados Unidos, semana com indicadores bastante acompanhados pelo mercado. O destaque será a reunião de dois dias Fomc, que se encerrará na quinta-feira (28), com decisão da taxa básica de juro local.