Comentário da semana: trajetória de alta é quebrada com dúvidas sobre os EUA

Sinais ambíguos emitidos pela economia dos EUA interromperam seqüência de recordes nos mercados

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SÃO PAULO – A semana de 29 de outubro a 1º de novembro trouxe instabilidade aos mercados brasileiros. Com a redução do juro básico norte-americano já devidamente apreçada nos ativos, as variações acumuladas foram pouco expressivas, após uma seqüência de recordes.

Influenciado por sinais contraditórios emitidos pela economia dos EUA,
o Ibovespa acumulou ligeira baixa de 0,35%, enquanto o dólar comercial deu seqüência à tendência de queda ao recuar 1,07%. O risco-país apresentou alta entre semanas e os juros futuros mostraram oscilações modestas no agregado.

Fed Funds Rate a 4,50% ao ano

O principal evento da semana para os mercados teve desfecho em linha com as expectativas. O Federal Reserve reduziu o juro básico norte-americano em 0,25 ponto percentual, para 4,50% ao ano, em uma medida para amenizar os impactos da correção do setor imobiliário sobre a economia como um todo.

Para suas próximas reuniões, o Banco Central dos EUA sinalizou alguma dificuldade em estender o ciclo de afrouxamento monetária, citando pressões inflacionárias oriundas da alta do preço das commodities e da energia. A possibilidade de interrupção do ciclo de cortes da Fed Funds Rate causou certo desconforto.

Do lado das boas notícias, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) daquele país foi de 3,9% no anualizado do terceiro trimestre, superando as estimativas. Diversas outras referências sobre a economia norte-americana foram avaliadas ao longo da semana, alternando bons e maus resultados.

Poucos indicadores por aqui

No âmbito doméstico, a agenda econômica reservou poucos indicadores. A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) foi de 1,05% em outubro, em desaceleração frente à observada em setembro.

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E reforçando um prognóstico mais favorável à retomada do ciclo de cortes na taxa Selic, as expectativas de inflação foram revisadas para baixo, conforme projeções do relatório Focus do Banco Central.

Confira as cotações

Na esteira da falta de tendência em Wall Street, o Ibovespa acumulou leve baixa de 0,35%, para 64.050 pontos. Na quarta-feira, inéditos 65.318 pontos foram estabelecidos no fechamento.

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial anotou baixa de 1,07%, a R$ 1,750, tendo atingido seu menor valor desde 2000.

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Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 11,62% na quinta-feira, frente aos 11,61% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,12%, na comparação com os 11,14% da sexta-feira anterior.

Calendário da semana

Dentro da agenda da segunda semana de novembro, o mercado estará atento nos EUA ao índice preliminar Productivity & Costs na quarta-feira. O índice revelará a produtividade da mão-de-obra do país no terceiro trimestre.

No cenário nacional, a ênfase fica para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de outubro, na quarta-feira. O indicador orientará novas percepções sobre o controle inflacionário neste final de ano.