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SÃO PAULO – O aumento das preocupações em torno da economia norte-americana promoveu profundos ajustes no mercado brasileiro durante a primeira semana de 2007.
O conteúdo da minuta da última reunião do Fomc e a divulgação de indicadores pouco animadores elevaram as incertezas, preocupando os investidores.
Neste contexto, o Ibovespa registrou forte queda de 5,0%, enquanto o dólar comercial avançou 0,75%. O risco-país subiu, no mesmo sentido dos juros futuros.
Cenário externo: Fomc é o destaque
Principal evento da semana, a divulgação da ata do Fomc, comitê de política monetária dos EUA, trouxe preocupação aos investidores, ao apontar o aumento dos riscos na maior economia do mundo.
Apesar de expressar, pela primeira vez, maior preocupação com a desaceleração da economia, os membros do colegiado mantiveram o controle da inflação como seu principal objetivo na condução da política monetária.
Neste contexto, a divulgação do Relatório do Emprego, que revelou um desempenho acima do esperado do mercado de trabalho do país em dezembro, reduziu as chances de queda do juro ainda no primeiro semestre deste ano.
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Como a inflação não cede e a economia do país vem apresentando um quadro de desaceleração gradual, o mercado teme um cenário de estagflação em meados de 2007, ou seja, de baixo crescimento e alta inflação.
Cenário interno: tranqüilidade
Internamente, a divulgação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) fechado de 2006, mesmo acima do esperado, não preocupou o mercado.
O índice registrou a maior inflação desde março de 2002 em dezembro, mas, no acumulado do ano, mediu alta de 2,55%, bem menor do que a de 4,52% verificada em 2005.
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E na passagem de outubro para novembro, a produção industrial brasileira avançou 0,8%, acumulando dois períodos consecutivos de crescimento. Em relação a novembro de 2005, o indicador registrou crescimento de 4,2%.
Ibovespa estréia nova composição em queda
Estreando sua nova composição para os primeiros meses de 2007, o Ibovespa registrou desvalorização de 4,99%, fechando cotado a 42.251 pontos. O fraco desempenho das bolsas internacionais prejudicou o índice.
E, reagindo ao cenário externo e às intervenções do Banco Central, o dólar comercial fechou a semana alta de 0,75%, cotado a R$ 2,1530.
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Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 12,44% na quinta-feira, frente aos 12,37% da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 12,74%, bem abaixo dos 13,10% registrados no final da semana passada.
Próxima semana: sai o IPCA de 2006
Na segunda semana de janeiro, o mercado estará atento à divulgação, na sexta-feira, do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechado de 2006. O indicador é utilizado pelo Banco Central para o acompanhamento das metas de inflação.
Nos Estados Unidos, o destaque é o Retail Sales de dezembro de 2006, também publicado na sexta-feira, que traz as vendas totais do varejo norte-americano.