Publicidade
SÃO PAULO – A quarta semana de janeiro – mais curta no mercado doméstico por conta do feriado na quinta-feira em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo – foi marcada por novidades importantes na esfera doméstica.
O saldo final dos cinco dias, porém, rendeu variações pouco expressivas e tendência indefinida para os mercados brasileiros, refletindo uma ponderação entre o fraco desempenho das bolsas norte-americanas e a manutenção de um panorama favorável ao ingresso de recursos.
Neste cenário, o Ibovespa registrou alta de 2,27%, enquanto o dólar comercial subiu 0,38%. O risco-país manteve-se próximo de seu piso histórico de 185 pontos-base, e os juros futuros avançaram.
Cenário interno: PAC e Selic
No âmbito interno, dois acontecimentos marcaram a semana. Na segunda-feira, o governo anunciou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um compêndio de medidas visando um ritmo mais elevado de expansão da economia.
Muito embora o pacote seja, em última instância, uma sinalização positiva, pois indica a preocupação com o ritmo de crescimento da economia, este foi visto muito mais como um resgate de propostas previamente anunciadas do que propriamente como a divulgação de novos incentivos representantes de um crescimento bem mais vigoroso. A falta de uma sinalização mais clara em torno da contenção dos gastos públicos também gerou certo desconforto, assim como uma desoneração tributária aquém das expectativas de muitos.
Já na quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,00% ao ano, reduzindo o ritmo de flexibilização da política monetária após uma seqüência de ajustes sucessivos de 50 pontos-base.
Interessante também mencionar a primeira emissão soberana no mercado internacional. O Tesouro Nacional reabriu operação com bônus soberano com vencimento em 2037, tendo captado US$ 500 milhões.
Continua depois da publicidade
Cenário externo: commodities e Wall Street
No plano internacional, a trajetória dos preços do petróleo voltou a estar em evidência. A cotação do barril acumulou forte valorização ao longo da semana.
Na terça-feira, o óleo subiu mais de 4% em Londres e Nova York e retornou aos US$ 55 o barril, depois que a Secretaria de Energia norte-americana informou que irá dobrar o tamanho da reserva estratégica de petróleo do país. Menores temperaturas nos EUA e a expectativa de conseqüente maior demanda por derivados também influenciaram
No mercado acionário, as bolsas norte-americanas acumularam queda, sob um movimento de realização de lucros e uma temporada de resultados corporativos com números, em sua maioria, aquém das expectativas.
Continua depois da publicidade
Ibovespa em alta
Sustentado pela valorização das blue chips Petrobras (+2,92%) e Vale do Rio Doce (+7,58%), o Ibovespa registrou alta de 2,27% na semana, fechando cotado a 44.412 pontos.
Já no mercado de câmbio, o dólar comercial fechou a semana em ligeira alta de 0,38%, cotado a R$ 2,1370.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 12,44% na sexta-feira, frente aos 12,39% da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 12,95%, acima dos 12,87% registrados no final da semana passada.
Continua depois da publicidade
Próxima semana: reunião do Fed
Na última semana de janeiro, o mercado estará atento à ata da última reunião do Copom, com os motivos que levaram o comitê a reduzir o ritmo de cortes na Selic.
Nos EUA, o foco dos investidores estará voltado para a reunião do Fomc. O comitê de mercado aberto do banco central norte-americano definirá o novo patamar da Fed Funds Rate, para o qual espera-se manutenção nos atuais 5,25% ao ano.