Comentário da semana: mercado fecha 2006 com chave de ouro

Ibovespa encerra o ano em níveis recordes e risco-país testa suas mínimas históricas; dólar comercial e juros futuros recuam

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SÃO PAULO – Com uma última semana digna dos investidores mais otimistas, o mercado brasileiro fechou o ano de 2006 com chave de ouro.

Durante a semana, o Ibovespa testou máximas históricas e fechou o ano acima dos inéditos 44 mil pontos. Falando em recordes, o risco-país fez sua parte e encerra 2006 em seu piso histórico, abaixo de 200 pontos.

Não menos positivos, o dólar comercial e os juros futuros terminaram a última semana do ano em queda.

Cenário externo: boas novas do mercado imobiliário

Em uma semana de poucos eventos importantes, o mercado internacional foi beneficiado pelas boas novas do mercado imobiliário norte-americano, que permitiu o sprint final do rali de fim de ano.

Na quarta-feira, o New Home Sales , que mede o número de casas novas, vendidas e postas à venda nos EUA, veio um pouco acima do esperado em dezembro, reduzindo temores quanto à desaceleração abrupta do setor.

Já na quinta-feira, confirmando os dados da véspera, as vendas de imóveis usados, também de novembro, cresceram pelo segundo mês consecutivo.

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Outro fator positivo durante a semana foi a queda dos preços do petróleo, refletindo expectativa de um inverno de temperaturas mais amenas na região Nordeste dos Estados Unidos, maior consumidora da commodity no país.

Cenário interno: inflação e juros animam

No Brasil, o cenário macroeconômico seguiu dando bons sinais. Ainda na terça-feira, o relatório Focus do Banco Central mostrou que o mercado diminuiu a projeção da taxa Selic para o final de 2007 de 12% para 11,75% ao ano.

E na quinta-feira, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) da Fundação Getúlio Vargas apontou a terceira menor inflação da história em 2006, de apenas 3,83%.

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Ibovespa testa novas barreiras

Em uma semana mais curta, mas de vários recordes, o Ibovespa registrou valorização de 2,61%, fechando cotado a 44.517 pontos, bem próximo de sua máxima histórica, atingida na quarta-feira.

E apesar das intervenções do Banco Central, o dólar comercial fechou a semana queda de 0,93%, cotado a R$ 2,1370.

Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 12,37% na quinta-feira, frente aos 12,50% da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 13,10%, pouco abaixo dos 13,12% registrados no final da semana passada.

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Próxima semana: minuta do Fomc

Na primeira semana de 2007, o destaque nacional fica com a divulgação, na quinta-feira, do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fipe) que mostrará a inflação nacional no mês de dezembro e no ano de 2006.

Nos Estados Unidos, as atenções devem se voltar à minuta da reunião do Fomc, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve Bank, que sai na terça-feira.