Comentário da Semana: Fed e Copom devolvem o otimismo aos mercados

Possibilidade de juros menores nos EUA e no Brasil trouxe ganhos para os mercados no acumulado da semana

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SÃO PAULO – A semana que marcou o encerramento do mês de janeiro rendeu variações favoráveis aos mercados brasileiros. Indicações positivas a respeito da economia norte-americana e a perspectiva de que a taxa Selic deve continuar caindo trouxeram bom humor aos investidores.

O Ibovespa registrou alta de 1,32%, enquanto o dólar comercial caiu 1,54%. O risco-país marcou novo piso histórico em 182 pontos-base, e os juros futuros recuaram.

Cenário externo: boas evidências

Para os mercados mundiais, o evento de maior relevância da semana aconteceu na quarta-feira. O Federal Reserve Bank confirmou as expectativas e manteve inalterado o juro básico dos EUA em 5,25%. Mais do que isso, o banco central norte-americano identificou moderação das pressões inflacionárias e traçou um prognóstico de continuidade de um bom ritmo de crescimento econômico.

E afastando ainda mais a aposta em uma recessão naquele país, o PIB (Produto Interno Bruto) mostrou crescimento de 3,5% no quarto trimestre do ano passado, acima das estimativas, de 3,0%.

Já na sexta-feira, o Employment Report mostrou um crescimento abaixo do esperado dos postos de trabalho em janeiro. Os números de dezembro e novembro, no entanto, foram revisados para cima, amenizando a preocupação de um eventual desaquecimento do mercado de trabalho. Enquanto isso, os ganhos por hora trabalhada cresceram menos do que se projetava, o que reforçou um panorama de controle do nível geral de preços.

Cenário interno: Copom explica menor corte da Selic

No plano doméstico, a publicação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) centralizou as atenções. O documento explicou os motivos que levaram a autoridade monetária a reduzir o ritmo de cortes na taxa Selic para 0,25 ponto percentual.

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Basicamente, o colegiado do BC lembrou dos estímulos já concedidos à expansão da demanda agregada e das incertezas que cercam os mecanismos de transmissão da política monetária.

Mas, mais importante, a interpretação de que o cenário para a inflação segue favorável foi reiterando, indicando a provável continuidade do ciclo de ajustes para baixo no juro básico da economia brasileira, atualmente em 13,00% ao ano.

Ibovespa em alta

Acompanhando a valorização das bolsas norte-americanas, o Ibovespa acumulou alta de 1,32%, fechando cotado a 44.998 pontos. Vale lembrar que o índice das blue chips dos EUA, o Dow Jones, marcou novo recorde histórico nesta semana.

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Já no mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1,54%, cotado a R$ 2,1040, diante de um cenário em prol de elevados ingressos de recursos.

Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 12,38% na sexta-feira, frente aos 12,44% da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 12,86%, acima dos 12,95% registrados no final da semana passada.

Próxima semana: inflação oficial de janeiro será anunciada

Na agenda da primeira semana de fevereiro, o mercado estará atento à divulgação, na sexta-feira, do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de janeiro, que é utilizado pelo Banco Central para o acompanhamento das metas de inflação.

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O principal destaque nos Estados Unidos será a divulgação, na quarta-feira, do Productivity & Costs, que mede a produtividade e os custos de mão-de-obra de toda a economia norte-americana, excluindo-se a agricultura e a pecuária.