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SÃO PAULO – Muita instabilidade e, como saldo final, variações pouco representativas para os mercados brasileiros na última semana de junho, carregada de importantes indicadores econômicos.
Depois de alternarem altas e baixas ao longo das últimas cinco sessões, os preços dos ativos encerraram próximos do “zero a zero”, se movendo ao sabor do comportamento das bolsas internacionais.
Neste contexto, o Ibovespa acumulou leve alta de 0,23%, enquanto o dólar comercial caiu 0,72%. O risco-país aumentou e os juros futuros recuaram.
Cenário externo: muitas novidades
Do âmbito internacional, vieram as principais notícias da semana. A mais importante delas esteve na manutenção do juro básico norte-americano em 5,25% ao ano, em linha com o amplamente esperado.
Nos comentários que acompanharam a decisão a respeito da Fed Funds Rate, o banco central dos EUA manteve a inflação como sua principal preocupação, muito embora tenha identificado um certo alívio nos últimos núcleos dos índices de preços.
Corroborando tal percepção, o núcleo do PCE, uma das medidas de inflação preferidas pelo Fed, registrou variação de 0,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado e com a variação do índice na medição anterior. O índice cheio registrou alta de 0,5%, mesmo resultado de abril, mas abaixo da expectativa, que era de 0,7%.
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Já em termos de crescimento econômico, alguma decepção. Isso porque o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano mostrou um incremento de 0,7% no primeiro trimestre, abaixo das expectativas e o pior resultado desde o final de 2002.
Cenário interno: BC delineia bom ambiente
Na cena doméstica, o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central chamou a atenção. Basicamente, o documento mostrou melhores perspectivas para a inflação, para os juros e para o crescimento da economia brasileira.
E a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) também foi acompanhada de perto. A instituição manteve a meta de inflação em 4,5% para variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2009, mantendo a margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
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Já a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) passou de 6,50% para 6,25% ao ano e vigorará no período entre 1º de julho até 30 de setembro de 2007. Este é o menor patamar da taxa desde sua criação em 1994.
Confira as cotações
Atento à performance de Wall Street, o Ibovespa acumulou leve alta de 0,23%, fechando a semana em 54.392 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial apurou queda de 0,72%, a R$ 1,929.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2009, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 10,61% na sexta-feira, frente aos 10,65% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,74%, levemente abaixo dos 11,75% registrados na sexta-feira anterior.
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Calendário da semana
Na agenda da primeira semana de julho, no Brasil, destaque à balança comercial, referente ao mês de junho, e ao índice de inflação IPCA, do IBGE, também de junho.
Nos Estados Unidos, o destaque ficará com o Relatório de Emprego a ser divulgado na sexta-feira (6). A publicação do Factory Orders, relativo a pedidos à indústria, no mês de maio, e o ISM Index, referente à atividade industrial nos EUA, de junho, também devem chamar a atenção do mercado.
Na Europa, o Banco Central Europeu se reúne na quinta-feira (5) para decidir a taxa básica de juro da região.