Tributação

Come-cotas: como funciona o pesadelo dos investidores de fundos

José Tibães conta como funciona a cobrança antecipada do imposto de renda de fundos de renda fixa

SÃO PAULO – Come-cotas é um apelido simpático para um evento nada divertido no calendário dos investidores de fundos de renda fixa. A cada semestre, mais especificamente no último dia útil de maio e de novembro, a Receita Federal recolhe antecipadamente o imposto de renda das aplicações em fundos de investimentos.

“O que incidiria somente no resgate, o come-cotas acaba abatendo em duas datas ao longo do ano, é basicamente uma antecipação do que o investidor paga ao governo em imposto de renda”, explica José Tibães, analista de fundos de investimentos da XP, no programa “Como viver de renda fixa desta semana.

 Essa cobrança é feita por meio de redução das cotas – daí o apelido “carinhoso” para a tributação – diretamente na fonte e o percentual da alíquota cai conforme o prazo do investimento. 

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“Se os investidores que têm o objetivo de longo prazo deixarem o dinheiro por muito tempo parado, o governo demora a ver esse dinheiro por muito mais tempo”, conta Tibães.

Veja a entrevista completa de José Tibães no vídeo abaixo (trecho sobre come-cotas a partir de 17m03s):
 

 

Veja as alíquotas do come-cotas que incidem sobre os fundos de renda fixa: 

Período de investimentoAlíquota
Até 180 dias22,50%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,50%
Acima de 720 dias15%

 Ao fim do prazo da aplicação, o investidor tem que pagar a diferença entre o imposto de renda que incide sobre os valores descontando a cobrança antecipada. 

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