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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a Selic em 15% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado, que agora se concentra em antecipar o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros.
Com os juros básicos ainda altos, os investidores podem aplicar na segurança da renda fixa e, ainda assim, garantir retorno satisfatório. Para exemplificar quanto é possível lucrar com os investimentos em renda fixa com juros ainda elevados, o time de Research da XP calculou o rendimento de R$ 10 mil aplicados nos principais instrumentos da classe. Confira:
Poupança
A caderneta segue com o título de pior rendimento da renda fixa. R$ 10 mil aplicados na poupança viram R$ 10.728,79 em um ano, R$ 12.349,59 em três anos e R$ 14.298,82 em cinco anos.
O instrumento é isento de Imposto de Renda (IR) e de fácil acesso. Por outro lado, oferece rendimento baixo, de 0,5% ao mês – ou 6,17% ao ano – mais a variação da TR (Taxa Referencial), o que dá algo em torno de 0,6% mensais. Quando a Selic cai a 8,5% ao ano ou abaixo, a regra do rendimento da poupança muda e a caderneta passa a entregar 70% da Selic mais a TR.
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Tesouro Selic
Considerado o investimento mais seguro do Brasil, o Tesouro Selic transforma R$ 10 mil em R$ 11.161,19 líquidos em um ano com os juros a 15%. Em três anos, a aplicação no Tesouro Selic 2031 – que pode ser resgatada antecipadamente sem prejuízos com marcação a mercado – geraria R$ 14.349,60; R$ 16.251,29 em quatro anos e R$ 18.655,31 em cinco anos.
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O cálculo considerou um título que paga 100% Selic + 0,1%, além da taxa de custódia B3 de 0,2% para valores acima de R$ 10 mil investidos no Tesouro Selic e o do imposto de renda.
Nos títulos públicos, a alíquota de IR começa em 22,5% sobre o lucro em aplicações de até 180 dias. Depois disso, cai para 20% entre 181 e 360. Na faixa entre 361 e 720 dias, o IR é de 17,5%. Acima disso, a alíquota cai para 15%. A regra também vale para os CDBs.
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CDBs
Se o investidor aplicar R$ 10 mil em um desses ativos bancários com remuneração de 100% do CDI, consegue acumular R$ 11.166,70 em um ano. Em dois anos, o valor acumulado sobe para R$ 12.678,50. Já em cinco anos, os R$ 10 mil em CDBs alcançariam R$ 18.616,41.
Eles também seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, com a tributação começando em 22,5% nas aplicações mais curtas e caindo para 15% nos investimentos de longo prazo.
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LCIs e LCAs
Para os bancários incentivados, a conta é diferente. Mesmo com a remuneração nominal menor, de 90% do CDI, o rendimento líquido seria maior, com R$ 11.312,63 acumulados em um ano, R$ 14.535,59 em três anos e R$ 18.854,80 em cinco anos. Isto porque esses papéis são isentos de Imposto de Renda.
O que considerar antes de investir
É importante saber que a simulação considera uma Selic estável em 15% durante todo o período de aplicação, algo que não deve acontecer se as projeções do mercado estiverem corretas.
Além disso, vale observar outros pontos importantes ao escolher investimentos de renda fixa:
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- Liquidez: não é diária para muitos CDBs, LCIs e LCAs;
- Rentabilidade: em geral, quanto maiores taxas, maiores são os riscos de crédito das instituições emissoras;
- Cobertura pelo FGC: as aplicações em CDB, LCI, LCA e poupança são cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de “seguro” que devolve ao investidor até R$ 250 mil em caso de problemas com o emissor, como uma intervenção do Banco Central. Os títulos públicos não contam com essa proteção, mas são considerados “livres de risco” porque são emitidos pelo governo federal.