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SÃO PAULO – Para melhorar a rentabilidade dos fundos de previdência complementar de servidores de estados e municípios, o CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou, nesta quinta-feira (25), mudanças na composição dos investimentos.
Com a decisão, será possível, por exemplo, aplicar 30% em cotas de fundo de ações, que são os mais rentáveis, contra os 20% permitidos anteriormente, e também 3% em fundos multimercados, que permitem investimentos em câmbio, juros e ações da Bolsa em uma só operação.
Segurança
Para Helmut Schwarzer, secretário da Previdência Social, como forma de proteger as operações, os títulos públicos mantidos por esses fundos terão de ser registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), responsável pelo depósito de papéis da dívida pública federal interna.
Conforme informou a Agência Brasil, o secretário ainda afirmou que outros papéis terão de ser definidos por agências de classificação como sendo de baixo risco para os fundos.
Dados
De acordo com a Previdência, a rentabilidade dos fundos foi reduzida porque muitos papéis são corrigidos pela taxa básica de juros, atualmente em queda. Em junho, existiam 1.064 fundos municipais e 23 estaduais com investimentos de R$ 27,5 bilhões.