Cinco maiores controlam 79% do mercado de previdência privada

Bradesco lidera o ranking nos três tipos de produtos; foco na venda de VGBLs se verifica com 41% do mercado

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SÃO PAULO – Ainda que o mercado de previdência privada esteja registrando um forte ritmo de crescimento, e que a competição tenha aumentado, trata-se de um mercado relativamente concentrado, onde as cinco maiores instituições controlam juntas 79% do mercado.

A constatação se baseia nos dados divulgados na semana passada pela Anapp (Associação Nacional das Entidades Abertas de Previdência Privada), que analisam o desempenho do setor no primeiro trimestre desse ano.

Em um mercado em que ainda existem relativamente poucos produtos, apenas três (PGBLs, Planos Tradicionais e VGBLs) o grande diferencial ainda é a capacidade de distribuição da instituição. Exatamente por isso, não é de se surpreender que as oito primeiras colocações do ranking de receitas tenham ficado com instituições que distribuem seus produtos através de agências bancárias.

Bancos dominam mercado

Neste contexto, a liderança continua com o Bradesco Vida e Previdência, instituição que respondeu sozinha por 34% das vendas do mês de março. Bem atrás, com uma participação muito menor, ficaram Itaú Previdência e Vida e a BrasilPrev, cada qual com 15% das receitas. Completando as cinco primeiras colocações vieram Unibanco Previdência e Caixa Vida, com respectivamente, 8% e 7% do mercado.

As únicas instituições que não contam com distribuição bancária própria e que figuraram no ranking dos dez primeiros colocados foram o Icatu Hartford e a AGF, cada qual com apenas 1% das receitas do setor.

Bradesco lidera em todos os produtos

Em termos de vendas, os VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre) são, sem dúvida, o destaque do mercado, e respondem por mais da metade das receitas do setor.

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O Bradesco, líder do setor, é também líder nas vendas dos três produtos comercializados: VGBLs, PGBLs e Planos Tradicionais. Contudo, desde a introdução dos VGBLs no mercado, o banco tem concentrado seus esforços na venda desse produto.

Esse esforço pode ser notado na participação relativa da instituição na venda de cada um dos produtos. Isso porque enquanto o Bradesco controla 41% das receitas com a venda de VGBLs, sua participação nas receitas de PGBLs e planos tradicionais é bem menos expressiva, de 27% e 20%, respectivamente.