Captação de Fiagros desacelera, mas registra novo mês positivo: R$ 260,6 milhões

Fiagros-FII, que compram Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), foram responsáveis por 90,6% do montante

Equipe InfoMoney

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Os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) seguem se destacando em um ano difícil na indústria de fundos, impulsionados pela adesão do investidor pessoa física. E segmento registrou nova captação líquida positiva no mês de outubro, com aportes superando resgates em R$ 260,6 milhões, apontam dados Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

As aplicações em Fiagros desacelerou na comparação com o mês anterior. Em setembro, o saldo entre entradas e saídas ficou em R$ 319,5 milhões.

O menor ritmo de aplicações em Fiagros nesta reta final do ano também apareceu nas novas emissões. R$ 206,8 milhões foram levantados em ofertas públicas de três fundos em outubro, registrando baixa de 80,6% contra R$ 1,1 bilhão registrados em setembro. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, o volume de ofertas públicas foi de R$ 7,4 bilhões.

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As aplicações seguem dominadas pelo investidor pessoa física. Do total de ofertas públicas realizadas em outubro, 63,3% foram destinadas às pessoas físicas, que respondem por 80% dos aportes em ofertas no acumulado do ano. No mês passado, no entanto, fundos de investimento aumentaram a participação: de cerca de 10% em setembro, responderam por 29% dos investidores em outubro

Recentes na indústria de fundos, os Fiagros são ofertados em três tipos: fundos de investimento imobiliários (FIIs), fundos de investimento em participações (FIPs) e fundos de investimento em direito creditório (FIDCs). Desses, o campeão de aportes segue com os Fiagros FII, responsáveis por 90,6% (R$ 236 milhões) da captação do segmento em outubro.

Fiagros-FIDC ficaram com 9,3% (R$ 24,2 milhões) do saldo líquido do mês, enquanto os Fiagros-FIP registraram apenas a 0,1% (R$ 150 mil).

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Uma nova categoria de fundo está em estudos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Há cerca de um mês, o regulador iniciou processo de consulta pública para debater uma proposta de norma específica para os Fiagros, que contempla a possibilidade de surgimento de um “Fiagro multimercado”, capaz de investir diferentes tipos de ativos, algo que atualmente não é permitido.

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