Capitânia inicia 2026 otimista com crédito,mas atenta à volatilidade do ano eleitoral

Gestora conquistou o primeiro lugar na categoria de Melhor FI-Infra da primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney

Osni Alves Jamille Niero

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Com a taxa básica de juros ainda em nível restritivo e a volatilidade política e externa mantendo o investidor em modo defensivo neste início de 2026, os fundos de infraestrutura ganharam protagonismo como alternativa de renda real, previsibilidade e proteção contra a inflação.

É nesse ambiente que a Capitânia Investimentos, gestora independente e especialista em crédito privado, infraestrutura, imobiliário e agro, começa o ano.

A casa conquistou o primeiro lugar na categoria de Melhor FI-Infra da primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney, em 2025, com o fundo CPTI11. A premiação reconheceu os principais destaques da indústria em 16 categorias e consolidou o fundo como referência entre os veículos listados de infraestrutura.

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Fundada em 2003, a gestora construiu sua trajetória focada em crédito, passando de operações mais tradicionais para estruturas cada vez mais sofisticadas, com forte atuação em FIDCs, imobiliário e, mais recentemente, em infraestrutura. Atualmente tem cerca de R$ 19,5 bilhões sob gestão.

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Desempenho atual

O desempenho recente da gestora foi sustentado por uma combinação de captação relevante e retornos acima do CDI, mesmo em um ciclo de spreads mais comprimidos.

Em 2025, o principal destaque em entradas foi o Capitânia Infra Advisory Sênior I, que somou cerca de R$ 260 milhões em captação líquida.

Já na performance, dois produtos chamaram a atenção: o Capitânia Yield 120 FIC FIDC, com retorno de 17,03% no ano, e o Capitânia Infra Renda 90, que avançou 16,43%, ambos superando o CDI com folga.

Para a sócia Flávia Krauspenhar, o pano de fundo para 2026 continua favorável ao crédito, embora cercado de incertezas.

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“Entramos no ano com uma visão construtiva, mas conscientes de que a volatilidade deve seguir elevada, especialmente por causa do cenário político e do ambiente externo. Isso exige disciplina e uma gestão muito ativa de risco”

— Flávia Krauspenhar, sócia.

Na avaliação da gestora, o contexto atual impede dissociar as perspectivas econômicas do calendário eleitoral.

Segundo Flávia, as apostas relacionadas ao desfecho das eleições devem permanecer incertas até o evento, prolongando a instabilidade nos mercados e ampliando a sensibilidade dos ativos a notícias, pesquisas e mudanças de percepção dos investidores.

“Essa dinâmica reforça nossa leitura de um cenário simultaneamente otimista e volátil”, pontua.

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De acordo com ela, contudo, o carrego elevado ainda sustenta boas oportunidades, principalmente em estruturas de crédito e em ativos de infraestrutura, que combinam fluxo previsível e proteção inflacionária.

“Os fundos high grade e de infraestrutura seguem oferecendo níveis de retorno ajustado ao risco bastante atrativos, em especial pela presença de ativos estruturados nas carteiras”, diz Flávia.

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Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em agosto de 2025