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Buffett, Druckenmiller, Soros: as ações escolhidas por megainvestidores no 1º tri

Apesar de algumas convergências pontuais, os megainvestidores seguiram estratégias bastante distintas no primeiro trimestre, mostram documentos regulatórios

Paulo Barros

Ativos mencionados na matéria

Warren Buffet, Stanley Druckenmiller e George Soros (Foto: REUTERS/Rick Wilking, Brendan McDermid e Lisi Niesner)
Warren Buffet, Stanley Druckenmiller e George Soros (Foto: REUTERS/Rick Wilking, Brendan McDermid e Lisi Niesner)

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Grandes gestores como Stanley Druckenmiller, George Soros, Michael Burry, Bill Ackman e Warren Buffett revelaram ajustes significativos em seus portfólios no primeiro trimestre de 2025, conforme mostram documentos regulatórios divulgados na quinta-feira (15). Os movimentos ocorreram antes do aumento das tensões comerciais globais após o anúncio das chamadas “tarifas recíprocas” pelo governo Trump, no dia 2 de abril.

Apesar de algumas convergências pontuais, os megainvestidores seguiram estratégias bastante distintas no período. Alphabet (BDR: GOGL34), por exemplo, teve posições aumentadas por Bill Ackman, mas foi totalmente vendida por Stanley Druckenmiller. Nvidia (NVDC34) dividiu opiniões: comprada por George Soros e alvo de opções de venda por Michael Burry. Já Taiwan Semiconductor (TSMC34) foi reforçada por Druckenmiller e descartada por Soros.

Confira, a seguir, as principais movimentações dos meganivestidores.

Stanley Druckenmiller

O Duquesne Family Office, de Druckenmiller, encerrou sua posição em Alphabet (GOGL34) e reduziu participações em Amazon (AMZO34) e Tesla (TSLA34). Em contrapartida, reforçou apostas em Taiwan Semiconductor (TSMC34), uma das maiores fabricantes de chips do mundo, e em Coupang (CPNG34), gigante do e-commerce sul-coreano. A gestora também iniciou posição na AppLovin. A exposição ao setor aéreo foi cortada, com vendas de ações e encerramento de posições em opções ligadas a American Airlines (AALL34), Delta (DEAI34) e United Airlines (U1AL34). As maiores posições ao fim do trimestre foram Natera e a farmacêutica Teva.

George Soros

A Soros Fund Management, de George Soros, abriu posições em Nvidia (NVDC34) e AST SpaceMobile, que desenvolve uma rede de satélites para conectar diretamente celulares à internet, competindo com a SpaceX. A carteira também recebeu novos investimentos em JPMorgan (JPMC34) e Cipher Mining. A gestora aumentou a exposição em Amazon (AMZO34), FedEx (FDXB34), First Solar (FSLR34) e UnitedHealth (A1UN34). Por outro lado, vendeu Super Micro, Airbnb (AIRB34), Alibaba (BABA34), Boeing (BOEI34) e Taiwan Semi (TSMC34).

Bill Ackman

A Pershing Square, de Bill Ackman, iniciou uma posição relevante em Uber (U1BE34), que passou a ser a maior do portfólio, com 19%. Ackman também aumentou sua fatia na Hertz (HTZB34), Brookfield (B1RK34) e nas ações classe A da Alphabet (GOGL34), mas reduziu sua exposição à classe C (GOOG34). Houve cortes em Hilton (HLTT34), Chipotle (CMGY34) e Canadian Pacific. A posição em Nike (NIKE34) foi convertida em opções adquiridas no mercado de balcão.

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Michael Burry

A Scion Asset Management, de Michael Burry, conhecido por apostar contra o colapso do mercado imobiliário dos EUA em 2008, praticamente zerou seu portfólio acionário e comprou opções de venda contra Nvidia (NVDC34), Alibaba (BABA34), Baidu (BIDU34), JD.com (JDCO34) e PDD Holdings (P1DD34). A única ação mantida foi Estee Lauder (ELCI34), cuja posição foi dobrada. O movimento ocorreu antes da nova rodada de tarifas anunciadas por Trump, e pode refletir uma estratégia de proteção não explicitada nos relatórios.

Warren Buffett

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, vendeu todas as ações que tinha do Nubank (ROXO34) e Citigroup (CTGP34), e reduziu em quase 50 milhões sua participação no Bank of America (BOAC34). Por outro lado, dobrou o investimento na Constellation Brands (C1ST34), que atua no setor de bebidas alcoólicas. A empresa também pediu confidencialidade à SEC sobre uma nova posição, estimada entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. A participação na Apple (AAPL34), principal ativo do portfólio, foi mantida.

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)