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SÃO PAULO – Parte dos investidores brasileiros poderiam arriscar mais em suas alocações. É o que afirma um levantamento realizado pelo Itaú Unibanco.
De acordo com o levantamento, entre clientes da divisão Personnalité do banco, 40% poderiam conseguir ganhos maiores ao investirem em modalidades de maior risco, mas optam por produtos conservadores. Por outro lado, 25% investem em papéis com mais risco do que o seu perfil e momento de vida indicam.
Momento da vida
“Agora, com a implantação da API (Análise do Perfil do Investidor), poderemos mostrar a esses clientes que seu dinheiro pode render mais”, explica o diretor-executivo de produtos de investimento da entidade, Osvaldo Nascimento.
Porém, o executivo ressalta a importância de que o momento de vida e o perfil pessoal do investidor permitam essa maior exposição ao risco. “É preciso enxergar o cliente de forma integral. A análise pode indicar apetite por risco, sugerindo um investimento mais arrojado, mas há fases da vida, como o casamento, o nascimento de um filho ou a compra de um imóvel, que acabam apontando para formas mais conservadoras de aplicar o dinheiro”, explica.
E acrescenta: “mas a análise pode contribuir para dar mais segurança para a tomada de decisão, tanto para as pessoas que já investem, como para os novos investidores, que podem conhecer melhor os ganhos e riscos oferecidos pelo mercado de capitais”.
API
Em vigor desde 1º de janeiro de 2010, a API foi criada e supervisionada pela Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais com o objetivo de aprimorar o relacionamento dos bancos com os clientes de forma a oferecer produtos adequados ao perfil de risco de cada pessoa.
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Investidores que não concordarem com sua avaliação e quiserem optar por um investimento diferente do recomendado, deverão assinar um termo de responsabilidade.