Bolsa promissora

Brasil vive o 5º “bull market” em 50 anos e é hora de estar otimista, defende gestor da Dahlia

José Rocha disse enxergar potencial para o Ibovespa bater os 250 mil pontos em 2022

Gestores durante evento Brasil 2020, promovido XP, em São Paulo (Divulgação/Cleiby Trevisan)

SÃO PAULO – De 1966 a 2016, o Brasil teve quatro movimentos de “bull market”, isto é, de alta da Bolsa brasileira, e vivencia agora o quinto ciclo, com potencial para prolongar o sentimento otimista do mercado. A avaliação é de José Rocha, gestor da Dahlia Capital, que demonstrou entusiasmo com as perspectivas para o mercado de renda variável no seminário Brasil 2020, promovido pela XP.

“Esses movimentos [bull market] de não são curtos e rápidos. Em média, demoram de quatro a oito anos”, afirmou Rocha, ressaltando que a Bolsa teria se multiplicado por 15 vezes em média em dólar em cada um desses ciclos. “Então quando essas coisas acontecem no Brasil, é bom prestar atenção.”

O gestor destacou que, no bull market atual, o mercado brasileiro cresceu três vezes em dólar e disse enxergar potencial para o Ibovespa bater os 250 mil pontos em 2022.

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Também presente no evento, André Laport, gestor da Vinland Capital, afirmou que tende a ser um pouco mais cauteloso que Rocha, e apontou como elementos de preocupação a guerra comercial entre Estados Unidos e China e as eleições presidenciais americanas de 2020. Apesar das incertezas, Laport afirmou que está otimista com o mercado e que vê o Ibovespa perto dos 180 mil pontos em 2022.

André Ribeiro, gestor da Brasil Capital, disse enxergar um crescimento de 20% a 25% do lucro das empresas brasileiras nos próximos três anos, embora o movimento não deva ficar imune de soluços no caminho. “Estamos no Brasil, onde até o passado é incerto.”

As apostas da Brasil capital seguem concentradas em ações de infraestrutura, como Cosan, Rumo e Alupar, assim como em saúde, com SulAmérica e Hapvida, e educação, com Yduqs. Petrobras também permanece na carteira e, em consumo, há uma alocação nos papéis da Centauro e da Aliansce Sonae.

Ao ressaltar que sua atenção não está tanto em setores, mas em casos específicos de empresas, João Braga, gestor da XP Asset, ressaltou que as estatais são um tema bem presente na carteira da casa. Ações da Copel, da Sanepar, do Banco do Brasil e da Banrisul estão entre os representantes, ao lado de empresas como Via Varejo e Qualicorp.

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