Brasil cresce 1,51% em 2001, abaixo do esperado

Retração de 5,5% no setor industrial, combinado com a queda de 3,8% dos impostos sobre os produtos, levou à expansão economica menor

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SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou hoje uma revisão do Produto Interno Bruto (PIB), em volume, do Brasil em relação ao quarto trimestre e ao ano de 2001. No 4º trimestre, o PIB a preços de mercado registrou queda de 1,67% em relação ao trimestre anterior. Com esta revisão, o IBGE indica que o PIB em 2001 cresceu 1,51%, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 1,8% e 1,9%. O PIB ficou consideravelmente abaixo do índice registrado em 2000, que foi de 4,36%

PIB no 4º registrou queda de 1,67% frente ao trimestre anterior

O resultado do PIB referente ao 4º trimestre de 2001 apresentou queda de 0,69% frente ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,67% ante o trimestre anterior. A queda do PIB no 4º trimestre reflete o recuo nos valores adicionados aos produtos básicos, que registraram queda de 0,30% e dos impostos sobre os produtos, que apresentaram queda de 3,81%.

O recuo nos valores adicionados aos produtos básicos se deve a queda de produção no setor industrial (-5,48%). Já os itens referentes aos setores de agropecuária e serviços apresentaram crescimento de respectivamente, 9,92% e 1,75%. A forte queda registrada no setor industrial foi decorrente do recuo de produção em todos os seus subsetores, como ilustram, os ramos serviços industriais de utilidade pública (-14,69%), construção civil (-8,29%), extração mineral (-4,05%) e transformação (-3,36%).

No acumulado de 2001, o PIB apresentou expansão de 1,51%

Quanto aos resultados referentes ao exercício de 2001, o PIB a preço de mercado, em volume, apresentou expansão de 1,51% frente ao ano de 2000. O crescimento ocorreu em virtude do aumento de 1,60% no valor adicionado a preços básicos e de 0,81% nos impostos sobre produtos.

Já no desempenho dos setores produtivos, tanto o setor agropecuário (+5,11%) e o de serviços (+2,52%) apresentaram crescimento, enquanto a indústria (-0,58%) registrou recuo. No segmento de serviços, o crescimento foi reflexo do aumento de todos os seus componentes, com destaque para o subsetor de comunicações, que registrou expansão de 11,92% e o de outros serviços (+3,18%). Na indústria, não houve um desempenho no mesmo sentido. Entre os subsetores que apresentaram crescimento estavam os de extração mineral (+3,44%) e de transformação (+0,58%). Enquanto construção civil e serviços industriais de utilidade pública (SIUP) apresentaram respectivamente queda 2,62% e 5,49%.

Os dados utilizados pelo IBGE para o cálculo do 4º trimestre utilizaram estimativas para alguns setores, pois algumas informações não são disponibilizadas no período em que o IBGE está realizando os cálculos. Entre os setores que utilizaram projeções estavam os de pecuária (bovinos, suínos, ovos, leite e aves), administração pública (saúde) e aluguel (efetivo e imputado). No segmento de telecomunicações, um dos itens que compõem o setor de comunicações, os dados são restritos a telefonia fixa e são fornecidos pela Anatel.

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PIB trimestral é divulgado e revisto posteriormente

De acordo com a metodologia do IBGE, desde outubro de 2000 as estatísticas trimestrais do PIB brasileiro têm sido divulgadas através das Contas Nacionais Trimestrais, que são publicadas duas vezes por trimestre. As Contas Nacionais Trimestrais são publicadas 60 dias após o final do trimestre com séries de indicadores de volume do PIB brasileiro para o trimestre de referência. Trinta dias depois são divulgadas as Contas Nacionais Trimestrais com indicadores de volume e valores correntes, assim como os valores correntes do PIB brasileiro e a revisão dos indicadores de volume, previamente divulgados.

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