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SÃO PAULO – A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) anunciou nesta quinta-feira que somente o Bradesco depositou as garantias para participar do leilão de privatização do Banco do Estado da Amazônia (BEA), marcado para a próxima segunda-feira, dia 24 de janeiro, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ).
O banco Itaú havia enviado os documentos para a pré-qualificação, mas desistiu de participar da privatização do BEA já que não deu continuidade ao processo para a efetiva participação no leilão. Desta forma, o Bradesco, que é o maior banco privado do país em total de ativos, não terá concorrentes e poderá arrematar o BEA pelo preço mínimo fixado pelo governo.
Preço mínimo é de R$ 182,91 milhões, para quase 90% do controle
O bloco de ações a ser ofertado é formado por 9,95 bilhões de ações, que representam 88,68% do capital total do BEA. Este lote é composto por 5,83 bilhões de ações ordinárias nominativas que respondem por 89,52% do capital votante do banco e por 4,12 ações preferenciais nominativas. O preço mínimo estipulado pelo lote total que vai a leilão é de R$ 182,91 milhões.
O Bradesco novamente se distanciou do Itaú no ranking dos maiores bancos brasileiros com a aquisição do Mercantil de São Paulo anunciada neste final de semana. A operações seguiu à compra do Sudameris pelo Itaú, que chegou a estreitar a distância para o líder do ranking. O Programa Nacional de Desestatização deverá abrir espaço para novas aquisições na consolidação do setor financeiro do país ao longo deste ano de 2002.