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Enquanto o mundo assiste à escalada das tensões comerciais entre as duas maiores potências, Estados Unidos e China, o Brasil emerge no cenário global não apenas como um observador, mas como um jogador estratégico.
Essa é a visão de Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset, que enxergou no caos da guerra tarifária uma oportunidade ímpar para o país redefinir sua competitividade e ocupar nichos valiosos no comércio internacional.
A avaliação, apresentada em um momento de destaque para a gestora — que colecionou cinco troféus na primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney, com ênfase em Renda Fixa e Crédito Privado —, ressalta a resiliência assimétrica da economia brasileira.
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Com uma trajetória de um quarto de século, a Bradesco Asset se consolida como uma gestora de escala, administrando cerca de R$ 900 bilhões em recursos e mirando a marca de R$ 1 trilhão sob gestão.
A casa investe pesadamente em infraestrutura tecnológica e pesquisa, mas o verdadeiro diferencial, na visão de Funchal, é a capacidade de ir além dos números.
“Somos uma asset de escala, com produtos em todas as classes. Colocamos muito esforço em pesquisa, dados e infraestrutura tecnológica para apoiar nossos gestores. Mas o mais importante é entender as necessidades dos clientes, oferecer os produtos certos e entregar resultados com consistência.”
Em um mercado cada vez mais complexo, a combinação de escala, disciplina e foco no investidor é a fórmula que posiciona a Bradesco Asset na vanguarda da gestão de ativos no Brasil.
Leia também: Brasil pode ganhar competitividade após tarifaço, prevê CEO da Bradesco Asset
Crédito privado
Um dos pilares da atuação da Bradesco Asset reconhecida na premiação Outliers é sua atuação robusta no crédito privado. Essa classe de ativos, que ganhou maturidade e relevância com o aprofundamento do mercado de capitais brasileiro, provou ser um diferencial competitivo para a gestora.
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Em um período recente marcado pela migração de recursos para estratégias mais defensivas e por eventos de crédito desafiadores em anos anteriores, a Bradesco Asset demonstrou resiliência. O segredo, segundo Funchal, está na consistência dos processos internos, na governança robusta e na análise criteriosa de risco.
O crédito privado, ele afirma, “veio para ficar” como um instrumento essencial de diversificação. No entanto, o executivo faz um alerta crucial: a aparente baixa volatilidade das cotas esconde um risco de descontinuidade que exige análise aprofundada. Não é um risco para amadores.
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O destravador de valor: a credibilidade fiscal
Se o cenário externo oferece um vento favorável, o grande desafio para destravar o valor total dos ativos brasileiros reside na esfera doméstica: a recuperação da credibilidade fiscal.
Funchal aponta a perda de confiança na regra fiscal como um dos principais entraves. Para ele, medidas que garantam o cumprimento do arcabouço e controlem a aceleração da dívida pública são a chave para uma coordenação eficaz com a política monetária.
Segundo ele, enquanto o Banco Central tem agido de forma contracionista para domar a inflação, a política fiscal ainda patina em busca de um alinhamento. Essa harmonização macroeconômica não é apenas um detalhe técnico; é o fator decisivo para reduzir os prêmios de risco embutidos nos ativos domésticos e, finalmente, liberar o potencial de investimento em setores cruciais da economia.
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Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em abril