Bolsa brasileira ganha seu primeiro ETF de terras raras

Fundo tem exposiçào a mais de 30 empresas globais especializadas na produção, refino e processamento de minerais críticos

Leonardo Guimarães

Amostras de minerais de terras raras - 29/06/2015 (Foto: REUTERS/David Becker)
Amostras de minerais de terras raras - 29/06/2015 (Foto: REUTERS/David Becker)

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O investidor brasileiro que quer se expor à tese de terras raras ganhou nesta sexta-feira (26) um novo caminho para o investimento. A Investo lançou na B3 o RARA11, primeiro ETF de terras raras e metais estratégicos listado na Bolsa brasileira. 

O fundo replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF (REMX), negociado na Bolsa de Nova York, que reúne mais de 30 empresas globais especializadas na produção, refino e processamento de minerais críticos.

A taxa de administração é de 0,5% ao ano e o rebalanceamento da carteira acontece a cada três meses. O índice de referência do RARA11 só aceita empresas que tenham pelo menos metade da receita relacionada à atividade de terras raras e metais estratégicos. A ideia é evitar a diluição da teses em grandes conglomerados de mineração. 

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Entre as geografias que o ETF está exposto estão  China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Holanda, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França.

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São encontrados nas terras raras 17 elementos – como neodímio, ítrio e lítio – essenciais para tecnologias que vão do smartphone ao aparelho de ressonância magnética. Eles são primordias para tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e motores industriais e, por isso, têm sido cada vez mais demandados. 

Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda por terras raras deve crescer mais de 30% até 2030. 

“O lançamento do RARA11 permite que o investidor brasileiro tenha acesso a uma tese estrutural de longo prazo, conectada à transição energética, à segurança das cadeias globais de suprimentos e ao avanço tecnológico mundial. Estamos falando de matérias-primas indispensáveis para setores que devem concentrar investimentos trilionários nas próximas décadas”, afirma Cauê Mançanares, CEO da Investo.

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