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SÃO PAULO – Do inferno ao céu: assim pode ser definida a relação dos analistas do Bank of America Merrill Lynch com a Marfrig (MRFG3) após a divulgação de relatório ontem (22), em que elevou sua recomendação de underperform (performance menor que a média do mercado) para compra para a ação. A mudança se dá pela venda da unidade de carne de frango da companhia na Europa, a Moy Park para a JBS (JBSS3).
O negócio foi de US$ 1,5 bilhão, equivalente a 8,6 vezes o EV/EBITDA (valor da empresa sobre lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês). A JBS pagará US$ 1,19 bilhão em caixa e ainda haverá uma transferência de US$ 200 milhões em dívidas de longo prazo.
Os analistas apontam que o negócio deve ser concluído entre o terceiro e o quarto trimestres desse ano. A expectativa é que a Marfrig use esse dinheiro para reduzir suas dívidas, reduzindo a alavancagem de 5 vezes o ND/EBITDA (dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) para 3,5 vezes em 2016, diminuindo assim o risco da empresa.
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Com a mudança de cenário, a equipe do Bank of America Merrill Lynch elevou o preço-alvo do papel de R$ 4,20 para R$ 7,00 por ação – o que totaliza um potencial de valorização de 32% em relação ao fechamento do dia 22 de junho de 2015.
Em relação à JBS, o negócio também é visto pela instituição financeira como positivo. Isso se deve ao fato de que a aquisição se encaixa na estratégia da empresa de posicionamento no mercado de carne de frango internacional. A alavancagem da empresa subirá de 2,1 vezes para 2,4 vezes, o que não representa um risco, de acordo com os analistas.
O preço-alvo do papel da JBS também foi elevado: de R$ 18,50 para R$ 19,50 por ação – chegando a um potencial de valorização de 17,12% em relação ao fechamento do dia 22 de junho de 2015.