Boa rentabilidade e segurança: como conseguir os dois longe da poupança?

Especialista afirma que renda fixa pode ser um bom começo para quem quer sair de poupança é a renda fixa

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SÃO PAULO – A poupança é, de longe, a aplicação preferida dos brasileiros. Mais de 80% da população que investe aplica na caderneta de poupança, segundo uma pesquisa da Fecomercio do Rio de Janeiro. No entanto, com a alta da inflação nos últimos anos e a recente alta dos juros, essa modalidade de investimento deixa, e muito, a desejar.

Muitos se perguntam como escolher uma aplicação que alie a segurança da poupança com uma rentabilidade maior. A resposta está na própria renda fixa, tanto em títulos bancários com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), quanto nos títulos públicos do Tesouro Direto. “A renda fixa, de modo geral, possui um risco muito baixo e é uma boa alternativa para quem quer sair da poupança”, afirma o educador financeiro Antonio de Julio.

Conheça algumas das principais aplicações de renda fixa que oferecem retornos maiores que a caderneta, com baixo risco:

Oportunidade com segurança!

Tesouro Direto
 
O Tesouro Direto é um programa do governo federal que possibilita a compra e venda de títulos públicos por meio da internet. O investidor tem vários tipos de títulos e datas de vencimento disponíveis: desde aplicações prefixadas, até pós-fixadas atreladas à inflação e à Selic.

Existem diversas vantagens nessa aplicação e a segurança é uma delas, uma vez que o pagamento dos títulos é assegurado pelo governo federal. Além disso, é possível começar a investir com pouco dinheiro e realizar as transações pela internet. Os custos também são baixos, o que beneficia o pequeno investidor – algumas instituições chegam a isentar a taxa de negociação. “O investidor deve gastar um pouco de sola de sapato, sair dos grandes bancos e olhar as corretoras”, diz De Julio.

É preciso lembrar que há cobrança de Imposto de Renda, com alíquota  regressiva que vai de 22,5% até 15% sobre o rendimento. Ainda assim, com a taxa de juro na casa de dois dígitos, a os títulos pagam mais do que a poupança – e a diferença é ainda maior no longo praoz.

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CDB (Certificado de Depósito Bancário)
Os CDBs são títulos emitidos pelos bancos com a intenção de captar dinheiro. Esses certificados normalmente pagam o investidor com taxas pós-fixadas indexadas à Selic (que atualmente está em 11% ao ano). Também há emissões de CDB com taxa prefixada – neste caso, o investidor já sabe quanto receberá no vencimento.

É importante lembrar que os bancos pequenos e médios costumam pagar uma rentabilidade melhor, por conta do seu maior risco de crédito. Ao mesmo tempo, este risco é mitigado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até R$ 250 mil para o investidor no caso de quebra do banco. Por isso, nunca invista mais de R$ 250 mil em CDB em um mesmo banco.

O CDB não é isento de imposto de renda. A alíquota é regressiva e vai de 22,5% até 15% sobre o rendimento, para aplicações de mais de dois anos.

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio)
As LCIs são lastreadas em créditos imobiliários garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária de um bem imóvel. Já as LCAs são lastreadas por dívidas contraídas no setor do agronegócio.

Em ambos os casos, o investidor pessoa física está isento de imposto de renda, o que garante um retorno maior principalmente no longo prazo.  Assim como no CDB, as taxas podem ser pre ou pós-fixadas e estes títulos possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito de até R$ 250 mil.