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O Bitcoin (BTC) encerrou a semana passada acima de US$ 64 mil e é negociado acima dos US$ 65 mil nesta segunda-feira (20), mas ainda precisa confirmar essa força para abrir espaço até US$ 70 mil. A leitura é de Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital. Para o gestor, a criptomoeda entra em uma semana decisiva, com o mercado de opções apontando dois caminhos bem definidos, um de continuação da alta e outro de queda até US$ 60 mil.
Os compradores já mostraram força na semana passada. Um dia antes da divulgação do índice de inflação americano (CPI), o Bitcoin testava a casa dos US$ 62 mil. O dado veio abaixo do esperado, e o ativo disparou para acima de US$ 64 mil, sustentando o patamar até o fechamento semanal.
Apesar do resultado positivo, Camargos pondera que o mercado só abre espaço para uma alta mais consistente quando dominar toda a faixa entre US$ 64 mil e US$ 65 mil. O que ocorreu foi apenas ultrapassar o piso dessa faixa, sem ainda conquistar a estrutura completa até o teto, em US$ 65 mil. Por isso, ele espera novos testes na região de US$ 65,5 mil. Caso o Bitcoin rompa esse nível, o caminho até US$ 70 mil passa por barreiras de venda em US$ 65.451, US$ 67.243 e US$ 69.992, com a principal resistência do momento concentrada nos US$ 70 mil.
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Do outro lado, o gestor traça uma régua objetiva para a queda: “se o Bitcoin perder US$ 64.259, vejo caminho livre até US$ 62 mil”. Abaixo desse ponto, diz, haveria uma mudança de comportamento do mercado. Com o vencimento de parte dos contratos de opções na semana passada, a estrutura que vinha segurando o preço perdeu força. Isso significa que, se o Bitcoin cair abaixo de US$ 64 mil, o movimento tende a ganhar velocidade mais rápido do que o normal, já que os operadores de opções deixam de atuar como um freio e passam a acelerar as quedas. Nessa hipótese, a única defesa relevante estaria em US$ 60 mil.
Camargos chama atenção para um descompasso. Enquanto o Bitcoin sobe, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue elevando o preço do petróleo, com o Brent operando na casa dos US$ 90 no início desta semana. Para o gestor, a sustentação dos preços de ativos de risco faria sentido se o petróleo tivesse voltado a patamares de antes do conflito, o que não é o caso. Por isso, ele avalia que esta semana precisa confirmar a força do mercado acima do fechamento anterior, para separar um movimento real de uma simples acomodação que ignora um risco ainda presente.
O movimento também acontece diante um quadro de rotação nos Estados Unidos, com ações de tecnologia sofrendo diante da alta de ações de setores considerados mais defensivo, como o financeiro, de saúde e de utilidades públicas.
Camargos afirma que este é um momento de atenção a uma possível virada de mercado. Se surgirem confirmações de que o cenário tende à alta, ele diz que o trabalho é aceitar a mudança e a saída da faixa entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, mesmo que isso signifique abandonar uma leitura mais cautelosa anterior. Sem essa confirmação, porém, a faixa de preços segue no comando.
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