BES acredita que a Opep deva aumentar a produção para acalmar o mercado

Petróleo voltou a subir de forma considerável em 2005, acumulando alta de 23,7% em Londres e 18,8% em Nova York

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SÃO PAULO – A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) deve aumentar sua produção de petróleo na próxima reunião do cartel, que acontece dia 16 de março no Irã. Ao menos é o que acreditam os analistas do banco de investimentos Espírito Santo (BES).

Analisando o comportamento e as tendências recentes no mercado de petróleo, o banco verificou que é possível que a forte volatilidade constatada nos dois primeiros meses de 2005 continue, pelo menos no curto prazo.

Preços subiram no mercado futuro

Com altas respectivas de 9% e 6,8% no mês de fevereiro, o petróleo tipo Brent, negociado em Londres, e o barril, negociado em Nova York, ambos no mercado futuro, acumularam forte valorização nos dois primeiros meses do ano. O Brent ganhou 23,7% com relação ao último fechamento de 2004, enquanto que o barril negociado em Nova York registrou alta de 18,8% no mesmo período.

Dentre os motivos apontados pelos analistas para este desempenho, destaque para a maior instabilidade política no Oriente Médio (sobretudo no Iraque), queda nos estoques de óleo para calefação nos EUA, interrupções na produção da Nigéria, expectativas sobre as produções da Opep e problemas em refinarias norte-americanas.

BES alerta para volatilidade no curto prazo

Além disso, os analistas destacam que as perspectivas não são favoráveis no curto prazo. O BES alerta para a probabilidade de continuação da volatilidade do preço do petróleo, principalmente devido ao aumento da insegurança do mercado com o abastecimento mundial, previsão de maior demanda em 2005 pela Agência Internacional de Energia e queda nos estoques de destilados no mercado norte-americano.

No entanto, a situação pode melhorar um pouco no longo prazo, já que os analistas do banco português acreditam que a Opep deve decidir pelo aumento das cotas de produção do cartel, para acalmar o mercado e cobrir a instabilidade da produção iraquiana.

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Se o petróleo se mantiver no atual patamar de cotação, ou vier ainda a elevar-se, as conseqüências seriam ruins. O impacto seria negativo tanto sobre a inflação como sobre o crescimento econômico mundial, alertam alguns economistas.