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SÃO PAULO – Após a aprovação do CMN (Conselho Monetário Nacional), o Banco do Estado do Ceará (BEC) irá a leilão no próximo dia 18 de julho na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O preço mínimo da instituição será de R$ 324,5 milhões e o Bradesco, Itaú e Unibanco novamente disputam o controle de mais um banco estatal.
Atualmente, a União possui 99% do controle acionário do BEC, cujo patrimônio é avaliado em R$ 344,7 milhões. No leilão, 10% das ações serão ofertadas pela metade do preço aos funcionários do banco.
Preço do BEC pode ter simbólico
O preço mínimo do banco cearense pode ser reduzido a um valor simbólico caso não seja aprovada a lei que autoriza o governo do Estado a contratar o BEC para serviços de agente financeiro. Segundo o diretor de Liquidação e Desestatização do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, o fato do banco ser o agente financeiro do Estado é o que agrega valor à instituição.
Além disso, o Banco Central anunciou que não adiará a data do leilão do banco, cujo edital será publicado na próxima sexta-feira no Diário Oficial, pois acredita que o poder jurídico do Estado do Ceará teve bastante tempo para aprovar a lei.
Privatizações já renderam R$ 11 bilhões ao governo
As privatizações do setor bancário já renderam R$ 11 bilhões aos cofres públicos após a venda de 11 bancos estatais. O Banco do Estado do Maranhão será o próximo a ser leiloado no mês de junho, enquanto o BESC (Banco do Estado de Santa Catarina) e o BEP (Banco do Estado do Piauí) devem ser vendidos somente em agosto.