As ações mais indicadas para investir em julho: Itaú segue na liderança

Compilado do InfoMoney com as carteiras das principais corretoras do País mostra ainda duas petroleiras na lista das mais recomendadas

Ativos mencionados na matéria

Mulher observa o painel de cotações da B3 (Imagem: Divulgação B3)
Mulher observa o painel de cotações da B3 (Imagem: Divulgação B3)

Publicidade

Após a quarta alta mensal consecutiva em junho, o Ibovespa terminou o primeiro semestre com alta expressiva de 15,4%. Fevereiro foi único mês de queda da Bolsa até aqui. Para manter a carteira no azul e obter performance acima do Ibovespa, os investidores podem buscar auxílio nas carteiras recomendadas das corretoras. 

Todo mês, o InfoMoney compila as recomendações de nove das principais corretoras do Brasil para mostrar as ações mais indicadas pelos especialistas. Em julho, a liderança não mudou: o Itaú (ITUB4) manteve as seis recomendações que recebeu em junho e segue como a ação mais recomendada em julho. 

Leia também: ETFs “de guerra” acumulam alta de até 78% em um ano com escalada de tensões globais 

Também repetindo o que aconteceu no mês passado, a lista tem duas petroleiras: Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3). Do lado das saídas, quem perdeu uma recomendação e ficou de fora da lista foi a Eletrobras (ELET6). Ela dá lugar a outra empresa do setor elétrico, a Copel (CPLE6). 

Veja a lista das ações mais recomendadas para investir em julho, seus retornos mensais e anuais e o que fez os especialistas as indicarem: 

EmpresaNº de recomendações Retorno em junhoRetorno em 12 meses
Itaú (ITUB4)6-0,32%35,72%
Vale (VALE3)51,06%-8,05%
Copel (CPLE6)4-1,66%44,66%
Petrobras (PETR4)44,61%-3,47%
Prio (PRIO3)48,86%-3,11%
Fontes: Ativa Investimentos, Ágora, BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus, Genial, Santander, Terra Investimentos, XP Investimentos e Economatica

Itaú (ITUB4)

Para a Ágora Investimentos, os resultados do banco na primeira metade do ano foram “muito bons”, com destaque para a “forte expansão da margem com clientes, refletindo um melhor mix de produtos e spread maior”. Com isso, a corretora se diz otimista com a ação para o segundo semestre. 

Vale (VALE3)

A recomendação é justificada pela Terra Investimentos pela resiliência da companhia em um cenário desafiador, “apresentando resultados alinhados com as expectativas do mercado diante da desaceleração da economia chinesa”. A casa avalia que a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) permanece saudável, “refletindo uma posição de caixa robusta”.

Petrobras (PETR4)

A visão do Santander para o papel é “cautelosa” no curto prazo, mas “construtiva” em um horizonte mais longo. O banco diz acreditar que “as capacidades de produção e exploração da empresa, lideradas por seus ativos de alta qualidade do pré-sal, permanecerão em vigor, apesar das incertezas com o Conselho Administrativo”.

Leia também: Com MP “parada”, corrida por renda fixa isenta continua e juros voltam a cair 

Continua depois da publicidade

Prio (PRIO3)

A empresa tem “um dos portfólios mais resilientes do Brasil”, segundo o BTG Pactual. Os analistas acreditam que a Prio “está bem posicionada para apresentar uma evolução positiva na dinâmica de lucros, mesmo em um ambiente de queda no preço do petróleo”. A expectativa é justificada pelo alto volume de produção e “custos de extração líderes do setor”.

Copel (CPLE6)

Os “sólidos fundamentos” da companhia elétrica “ainda não parecem totalmente precificados”, segundo a Ágora. A corretora destaca a projeção de dividend yield de aproximadamente 12% ao ano de 2025 a 2027 se a empresa cumprir a meta de dívida líquida sobre Ebitda. Além disso, a migração da ação para o nível de governança Novo Mercado da B3 pode aumentar a liquidez dos papéis — que serão unificados em um só ticker — e a distribuidora da empresa, responsável por cerca de 50% do Ebitda, passará por uma revisão tarifária em junho do ano que vem. 

Autor avatar
Leonardo Guimarães
Investimentos | Economia | Mercados