As ações mais indicadas para investir em julho: Itaú segue na liderança

Compilado do InfoMoney com as carteiras das principais corretoras do País mostra ainda duas petroleiras na lista das mais recomendadas

Leonardo Guimarães

Ativos mencionados na matéria

Mulher observa o painel de cotações da B3 (Imagem: Divulgação B3)
Mulher observa o painel de cotações da B3 (Imagem: Divulgação B3)

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Após a quarta alta mensal consecutiva em junho, o Ibovespa terminou o primeiro semestre com alta expressiva de 15,4%. Fevereiro foi único mês de queda da Bolsa até aqui. Para manter a carteira no azul e obter performance acima do Ibovespa, os investidores podem buscar auxílio nas carteiras recomendadas das corretoras. 

Todo mês, o InfoMoney compila as recomendações de nove das principais corretoras do Brasil para mostrar as ações mais indicadas pelos especialistas. Em julho, a liderança não mudou: o Itaú (ITUB4) manteve as seis recomendações que recebeu em junho e segue como a ação mais recomendada em julho. 

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Também repetindo o que aconteceu no mês passado, a lista tem duas petroleiras: Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3). Do lado das saídas, quem perdeu uma recomendação e ficou de fora da lista foi a Eletrobras (ELET6). Ela dá lugar a outra empresa do setor elétrico, a Copel (CPLE6). 

Veja a lista das ações mais recomendadas para investir em julho, seus retornos mensais e anuais e o que fez os especialistas as indicarem: 

EmpresaNº de recomendações Retorno em junhoRetorno em 12 meses
Itaú (ITUB4)6-0,32%35,72%
Vale (VALE3)51,06%-8,05%
Copel (CPLE6)4-1,66%44,66%
Petrobras (PETR4)44,61%-3,47%
Prio (PRIO3)48,86%-3,11%
Fontes: Ativa Investimentos, Ágora, BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus, Genial, Santander, Terra Investimentos, XP Investimentos e Economatica

Itaú (ITUB4)

Para a Ágora Investimentos, os resultados do banco na primeira metade do ano foram “muito bons”, com destaque para a “forte expansão da margem com clientes, refletindo um melhor mix de produtos e spread maior”. Com isso, a corretora se diz otimista com a ação para o segundo semestre. 

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Vale (VALE3)

A recomendação é justificada pela Terra Investimentos pela resiliência da companhia em um cenário desafiador, “apresentando resultados alinhados com as expectativas do mercado diante da desaceleração da economia chinesa”. A casa avalia que a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) permanece saudável, “refletindo uma posição de caixa robusta”.

Petrobras (PETR4)

A visão do Santander para o papel é “cautelosa” no curto prazo, mas “construtiva” em um horizonte mais longo. O banco diz acreditar que “as capacidades de produção e exploração da empresa, lideradas por seus ativos de alta qualidade do pré-sal, permanecerão em vigor, apesar das incertezas com o Conselho Administrativo”.

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Prio (PRIO3)

A empresa tem “um dos portfólios mais resilientes do Brasil”, segundo o BTG Pactual. Os analistas acreditam que a Prio “está bem posicionada para apresentar uma evolução positiva na dinâmica de lucros, mesmo em um ambiente de queda no preço do petróleo”. A expectativa é justificada pelo alto volume de produção e “custos de extração líderes do setor”.

Copel (CPLE6)

Os “sólidos fundamentos” da companhia elétrica “ainda não parecem totalmente precificados”, segundo a Ágora. A corretora destaca a projeção de dividend yield de aproximadamente 12% ao ano de 2025 a 2027 se a empresa cumprir a meta de dívida líquida sobre Ebitda. Além disso, a migração da ação para o nível de governança Novo Mercado da B3 pode aumentar a liquidez dos papéis — que serão unificados em um só ticker — e a distribuidora da empresa, responsável por cerca de 50% do Ebitda, passará por uma revisão tarifária em junho do ano que vem.