As 9 melhores ações para navegar a turbulência das eleições no resto do ano

Embraer salta ao 2º lugar do ranking do InfoMoney após trimestre fraco, enquanto analistas reforçam presença em bancos diante da corrida presidencial de outubro

Equipe InfoMoney

Ativos mencionados na matéria

Um avião adorna o telhado da sede e fábrica de aeronaves da Embraer em São José dos Campos, Brasil, 16 de julho de 2025. REUTERS/Roosevelt Cassio/Foto de arquivo
Um avião adorna o telhado da sede e fábrica de aeronaves da Embraer em São José dos Campos, Brasil, 16 de julho de 2025. REUTERS/Roosevelt Cassio/Foto de arquivo

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Com cenário de bolsa instável, trajetória incerta dos juros e disputa presidencial de outubro no radar, analistas optaram por redobrar a aposta em setores considerados mais resistentes a choques nas carteiras na virada do primeiro para o segundo semestre.

Os principais bancos e corretoras do País, nesse sentido, reforçaram a presença de bancos, tradicional porto seguro em anos eleitorais, nas carteiras recomendadas de julho.

Mas também chama atenção o caso da Embraer (EMBJ3): há um mês, a fabricante de aviões sofria com um resultado trimestral fraco e ações em queda; hoje, é a segunda ação mais recomendada do mercado, atrás só do Itaú Unibanco (ITUB4), presente em oito das dez carteiras analisadas pelo InfoMoney.

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Ação (Ticker)RecomendaçõesRetorno no semestre (%)
Itaú Unibanco (ITUB4)8+9,66
Embraer (EMBJ3)7-7,27
Vale (VALE3)7+8,23
Petrobras (PETR4)6+26,44
Axia Energia (AXIA3)5+7,45
Bradesco (BBDC4)5+1,66
Rede D’Or (RDOR3)4-13,72
Localiza (RENT3)4-2,33
Sabesp (SBSP3)4+11,89
Fonte: Ágora/Bradesco, Ativa Investimentos, Andbank, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA, Terra Investimentos, Santander Brasil e XP Investimentos.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O banco é a recomendação mais unânime da temporada. A Ágora aponta o Itaú como sua principal escolha no setor bancário, com ROE consistentemente acima de 20% e excesso de capital que abre espaço para dividendos extraordinários. A BB Investimentos destaca a disciplina na gestão de risco e a diversificação de receitas como fatores que sustentam o caráter defensivo do papel em um cenário de juros ainda elevados. No primeiro trimestre, o banco reportou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões e ROE de 24,8%, com inadimplência controlada, segundo a Andbank.

Embraer (EMBJ3)

A fabricante de aeronaves foi penalizada no início do ano por um mix de clientes menos favorável, alta de custos e tarifas de importação nos Estados Unidos, o que levou as ações a caírem cerca de 16%. A BB Investimentos avalia que a queda não condizia com os fundamentos de longo prazo da companhia e elevou a recomendação de Neutra para Compra. A Ativa Investimentos e o Itaú BBA reforçam a tese com o backlog recorde da empresa, que dá visibilidade plurianual de receita, o avanço das encomendas da plataforma E2 e o potencial de novos contratos na divisão de defesa.

Vale (VALE3)

A mineradora combina valuation descontado com expectativa de recuperação do preço do minério de ferro. A Ágora cita a disciplina operacional da nova gestão, a redução de custos C1 e a opcionalidade em cobre e níquel como vetores de reavaliação das ações, além da redução de incerteza jurídica após os acordos de Mariana e Brumadinho. A Terra Investimentos reforça que a companhia reduziu custos de produção de forma consistente, mantendo a relação dívida líquida/Ebitda em patamar saudável.

Petrobras (PETR4)

A estatal segue como proteção em carteiras mais defensivas, sustentada por um dividend yield que ainda gira entre 9% e 11%, mesmo com o petróleo recuando após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O BTG Pactual mantém a ação como hedge para uma eventual piora geopolítica no Oriente Médio. Nem todas as casas mantêm a mesma convicção: o Itaú BBA retirou a Petrobras de sua carteira Top 5 neste mês, justamente por considerar o cenário para o petróleo menos favorável no curto prazo, e trocou a vaga por Bradesco.

Axia Energia (AXIA3)

A elétrica aparece como alternativa de exposição ao setor de geração e transmissão, visto como mais previsível pelas casas de análise. A Ágora projeta dividend yield de aproximadamente 6,5% para 2026 e trata a fraqueza recente das ações como oportunidade tática de entrada, com fundamentos sólidos no médio prazo. Já a Ativa Investimentos incluiu a companhia entre os ajustes de peso do mês, mantendo-a como uma das posições centrais da carteira.

Bradesco (BBDC4)

O banco ganhou força como história de recuperação. O Santander o mantém como Top Pick entre os grandes bancos, projetando alta de 12% a 14% no lucro líquido em 2026 e ROE caminhando para 17% até o fim do ano, impulsionado pelo avanço do “Plano de Transformação”. O Itaú BBA trocou a Petrobras pelo Bradesco justamente por enxergar uma assimetria mais atrativa, com valuation descontado e sinais de melhora na qualidade da carteira de crédito.

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Rede D’Or (RDOR3)

A rede hospitalar é Top Pick do setor de saúde para o Santander, que destaca o posicionamento dominante da companhia e a resiliência operacional em diferentes cenários econômicos, com a SulAmérica ganhando participação de mercado. A XP incluiu o papel na carteira neste mês, citando a maturação de ativos e a estabilidade trazida pelo excesso de provisionamento da seguradora.

Localiza (RENT3)

A locadora de veículos aparece como Top Pick de transportes para o Santander, que aponta o momento operacional favorável e a exposição a cortes futuros da Selic entre os pilares da tese, com valuation ainda atrativo frente à média histórica. A BB Investimentos reforça a leitura após a recente queda das ações, destacando o bom controle da depreciação e o crescimento consistente de lucros da companhia.

Sabesp (SBSP3)

A companhia de saneamento colhe os resultados do primeiro ano da nova gestão privada, que superou expectativas em eficiência operacional e execução tarifária, segundo o Santander. O Itaú BBA trocou a Equatorial pela Sabesp na carteira Top 5 justamente por enxergar gatilhos de curto prazo mais fortes, como o programa Universaliza SP 2, que pode se tornar uma alavanca relevante de crescimento e retorno ao acionista.

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