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“Aquisição da Real Tokio Marine não muda nada para clientes”, garante Santander

Diretor executivo de seguros da instituição afirma que não haverá impactos negativos para quem possui produtos das entidades

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SÃO PAULO – O Banco Santander anunciou no início desta semana a aquisição da seguradora Real Tokio Marine. Com a compra, o banco se tornou o quarto maior no mercado de previdência complementar.

De acordo com o diretor executivo de seguros da instituição, Gilberto Duarte de Abreu, os clientes de ambas as entidades não precisam se preocupar com possíveis mudanças. “Não muda nada para quem é cliente dessas empresas. Continua o mesmo plano, com as mesmas condições e os mesmo direitos. Não haverá elevação de taxas, nem nada do gênero. Essa é uma aquisição transparente que só trará benefícios aos usuários”, afirma.

Entre os benefícios, Abreu cita que, “a partir de agora, quem era cliente do Santander ou da Real Tokio Marine passa a ser cliente de uma empresa mais sólida e passa a contar com uma carteira maior de serviços a seu dispor”.

Solvência

O professor de ciência atuarial da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) da USP, Luiz Augusto Carneiro, concorda com o afirmação do diretor.

“Uma aquisição como essa ou como a da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência pelo Banco do Brasil, que deve ser anunciada em alguns meses, é benéfica ao mercado porque cria empresas mais sólidas e solventes. E essa deve ser a primeira preocupação de quem vai contratar um plano de previdência complementar: escolher uma empresa solvente, que esteja em condições de pagar o benefício a que se tem direito, no momento adequado”.

Na visão do professor, o mercado brasileiro de previdência complementar é seguro e conta com empresas bastante solventes. “A meu ver, não corremos aqui o risco de que aconteça o que aconteceu com a maior seguradora do mundo, a AIG, que, com a crise financeira, precisou solicitar dinheiro ao governo dos EUA para não ir à falência. A maioria das empresas daqui são bastante sólidas, em grande parte por mérito da regulamentação do Conselho Monetário Nacional, já que a estratégia de investimento dessas instituições tem várias restrições, diferentemente do que ocorre nos EUA”, conta Carneiro.

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E completa: “Sem falar que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) tem um projeto de blindagem. Isso significa que, se uma empresa de previdência complementar vier a ser liquidada, a parte para pagar os benefícios dos segurados está blindada, totalmente protegida. Só as outras partes é que podem ser liquidadas”.