Aportes em ativos isentos de IR sobem 37% em 2023 e atingem R$ 1,1 tri

Entre os isentos, destaques ficaram com CRIs e LCIs, ligados ao mercado imobiliário, com crescimento de mais de 50% no ano passado

Leonardo Guimarães

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O volume investido em ativos isentos de Imposto de Renda cresceu 37,1% e atingiu R$ 1,1 trilhão em 2023, ajudando a puxar a alta de 14% no montante total aplicado no ano, que alcançou R$ 5,7 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

Ativos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), e Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI) e do Agronegócio (CRA), isentos de IR para o investidor final, tiveram emissões restringidas na semana passada por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), após preocupações do governo antecipadas 15 dias antes pelo InfoMoney.

No ano passado, mostram os dados da Anbima, destaque foi para os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que avançaram 55,8%, somando R$ 63,7 bilhões em 2023. Já as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) cresceram 50%, totalizando R$ 324,4 bilhões aplicados. As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) tiveram alta de 36,6%, atingindo R$ 420,8 bilhões. CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) ampliaram o volume para R$ 94,9 bilhões, alta de 31,4%. 

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“Produtos de renda fixa mais conservadores, sejam estes isentos ou convencionais, a exemplo dos CDBs, passaram a ser a maioria nas carteiras dos clientes. Justamente por se beneficiar da taxa de juros, que, apesar de ter entrado em um ciclo de redução, ainda permanece em dois dígitos, diz Ademir Correa Júnior, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima.

Considerando o total investido por brasileiros no ano em todas as classes de ativos, o varejo foi responsável por R$ 3,6 trilhões, enquanto o segmento private, que inclui clientes com pelo menos R$ 5 milhões aplicados, avançou 13,8%, somando R$ 2,1 trilhões. 

Renda fixa foi o investimento preferido, com a participação nas carteiras aumentando de 81,1% para 82% entre investidores de varejo e de 32,5% para 35,4% no private. Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) responderam pelo maior volume, totalizando R$ 874,1 bilhões, avanço de 22,7% ante 2022.

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Renda variável e híbridos

Houve aumento de 0,5 ponto percentual de participação da renda variável na carteira do público private, enquanto o crescimento no varejo foi de apenas 0,1 p.p. O volume aplicado em ações chegou a R$ 716,1 bilhões, alta de 16,5% na comparação com o fechamento de 2022. 

Já os híbridos (fundos multimercados, imobiliários e cambiais, ETFs e COEs) perderam espaço nas carteiras, sobretudo no grupo private, onde saíram de 26,3% em 2022 para 22,7% no fechamento do último ano. No varejo, o recuo da classe foi de 1 ponto percentual, para 8,9%. 

Correa Júnior explica que as incertezas em relação aos juros, piora da perspectiva econômica nos Estados Unidos e fatores internos prejudicaram a performance de multimercados em 2023. “Neste cenário, até os investidores do private, normalmente mais resilientes às intempéries do mercado, buscaram um porto seguro em investimentos no mundo da renda fixa, como em CDBs e, especialmente, em títulos isentos”.

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