Publicidade
SÃO PAULO – Conservador, moderado ou agressivo. Antes de começar a investir, é importante conhecer qual o seu perfil de risco, ou seja, quanto você é capaz de arriscar com o objetivo de atingir suas metas financeiras.
O perfil de risco do investidor depende de algumas variáveis, como montante para investir, tempo disponível para deixar o dinheiro aplicado e idade do investidor. Quanto mais jovem, maior o apetite ao risco, pois mais tempo a pessoa tem para reaver possíveis perdas.
Segundo a pesquisa “Age Differences in Investment Behavior” (em português, Diferenças da idade no comportamento do investimento), da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, o apetite ao risco cai conforme a idade do investidor. Na média, 45,5% dos investidores têm o perfil moderado. Por faixa etária, entre aqueles com idade de 20 a 39 anos, a maior parte (45,64%) está disposta a correr riscos acima da média, para obter rendimentos também maiores.
Mais velhos são mais conservadores
De acordo com a pesquisa, os investidores com 60 anos ou mais são os mais conservadores (15,65%) e optam por aplicações com os menores riscos possíveis, mesmo que os ganhos sejam menores. Mesmo assim, ainda neste grupo, a maior parte (48,69%) tem perfil moderado.
A tabela abaixo mostra o perfil de risco do investidor na média e de acordo com grupos etários:
| Apetite ao risco | 20 a 39 anos | 40 a 59 anos | 60 anos ou mais | Média |
| Risco praticamente zero | 7,69% | 4,82% | 15,65% | 6,8% |
| Risco baixo | 3,07% | 3,23% | 6,08% | 3,6% |
| Risco médio/moderado | 36,92% | 47,42% | 48,69% | 45,5% |
| Risco alto | 45,64% | 38,10% | 27,82% | 38,6% |
| Risco substancial | 6,15% | 5,82% | 1,74% | 5,4% |
Procrastinar é o maior risco
Independentemente do perfil e da modalidade de investimento escolhida, a procrastinação é o maior risco que se corre, quando o assunto é investir.
Continua depois da publicidade
Assim, por mais que o risco esteja diretamente ligado ao ato de investir, adiar a decisão é ainda mais arriscado.
Portanto, quando o assunto é dinheiro, planejamento e futuro, vale seguir o velho ditado: “Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”.