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SÃO PAULO – Apontando um avanço no superávit primário do setor público não-financeiro, o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 28 de março, a sua Nota da Política Fiscal referente ao mês de fevereiro. No período, pôde-se constatar que a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) registrou leve avanço frente a fevereiro de 2004, por força da alta da apropriação dos juros nominais.
O resultado primário melhorou, registrando alta na comparação com fevereiro de 2004. Para se ter uma idéia, o superávit primário foi de R$ 4,0 bilhões em fevereiro deste ano, alta, portanto, frente ao saldo positivo primário de R$ 3,3 bilhões registrados em igual período do ano anterior. Em janeiro, no entanto, o setor público havia registrado um superávit primário de R$ 11,343 bilhões.
NFSP avança em fevereiro
Se considerarmos os dados referentes ao acumulado do ano, notaremos que o superávit primário já alcança R$ 15,419 bilhões, expressiva alta frente ao saldo positivo de R$ 10,246 bilhões registrado no primeiro bimestre do ano passado.
Contudo, embora o superávit primário tenha sido maior, tanto em fevereiro quanto no primeiro bimestre deste ano devido ao avanço da apropriação de juros nominais houve uma elevação na NFSP, que passou de R$ 6,9 bilhões em fevereiro de 2004 para R$ 7,7 bilhões no mesmo período deste ano.
Entretanto, quando analisamos o comportamento da dívida líquida do setor público como parcela do PIB (Produto Interno Bruto), também podemos verificar uma melhora na comparação com o mês de janeiro deste ano. Para se ter uma idéia, enquanto que em janeiro a dívida líquida do setor público atingia 51,4% do PIB, em fevereiro esta parcela foi de 51,3%, segundo os dados do Banco Central.
Pagamento de juros aumenta
Outro destaque no levantamento do Banco Central fica com a elevação da apropriação de juros nominais. Enquanto que em fevereiro do ano passado a apropriação de juros era de R$ 10,2 bilhões, em igual período deste ano foi de R$ 11,7 bilhões, de acordo com o BC.
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No caso da dívida líquida do setor público, pôde-se verificar uma ligeira alta em relação a janeiro. Neste sentido, a dívida líquida passou de R$ 956 bilhões (51,4% do PIB) em janeiro para R$ 960,5 bilhões (51,3% do PIB) em fevereiro