Selo de qualidade

Anbima lança certificações para gestores com foco em investimentos alternativos, como FIIs, e iniciantes na indústria de fundos

Além do tradicional CGA, lançado em 2009, associação anunciou CGE, para gestores de fundos estruturados, e CFG, para entrantes no mercado

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SÃO PAULO – Para trabalhar como gestor de recursos na indústria de fundos de investimento no Brasil, os profissionais precisam passar por uma validação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) para obtenção do CGA (Certificação de Gestores Anbima), que testa os conhecimentos sobre a atividade de gestão nas classes de renda variável, renda fixa e no exterior, além de temas como legislação e tributação, entre outros.

O CGA foi lançado pela Anbima em 2009, com cerca de quatro mil certificações emitidas desde então.

Diante da avaliação de que a evolução da indústria na última década, quando o patrimônio cresceu de R$ 1,4 trilhão, em 2009, para os atuais R$ 5,7 trilhões, exigia mudanças no modelo adotado, a associação anunciou nesta quinta-feira dois novos certificados para os profissionais do setor – o CFG (Certificado de Fundamentos em Gestão) e o CGE (Certificado de Gestores para Fundos Estruturados).

O primeiro atesta que o profissional tem conhecimento da base teórica do mercado de gestão, sendo pré-requisito para obter o CGA ou o CGE. De acordo com a Anbima, o CFG “surgiu para suprir uma lacuna identificada no mercado: não havia certificação para quem estava iniciando uma carreira no setor”.

Ainda segundo a associação, por se tratar de uma certificação que atesta o conhecimento fundamental do setor, a CFG tem o objetivo de ser a porta de entrada para o mercado de gestão. O certificado, contudo, não é obrigatório para nenhuma função nem habilita o profissional a ser gestor.

Investimentos alternativos

Já o CGE será destinado à habilitação de gestores de Fundos de Investimento em Participações (FIPs), Fundos de Direitos Creditórios (FIDCs), e Fundos Imobiliários (FIIs).

O CGA, por sua vez, segue valendo para os que buscam a certificação para a gestão de fundos tradicionais, como de ações, multimercados ou renda fixa.

“O profissional pode iniciar com a CFG e depois optar por seguir dois caminhos distintos, de acordo com os seus objetivos de carreira”, explica a Anbima, em comunicado.

Sobre um certificado específico para a classe de estruturados, a associação destaca que, há dez anos, os investimentos no nicho somavam R$ 82 bilhões, e saltaram hoje para R$ 665 bilhões.

“O crescimento da indústria impôs a necessidade de profissionais cada vez mais qualificados e preparados para a sofisticação inerente ao crescimento do mercado, elevando a régua de responsabilidade dos gestores”, diz a Anbima.

No caso do CFG, o entendimento é o de que havia uma lacuna para se atestar conhecimento no setor para analistas, trainees e outros cargos de entrada no mercado. De acordo com a Anbima, as gestoras de recursos tentavam suprir a lacuna com outras certificações, “mas elas eram, geralmente, ou muito avançadas ou muito básicas para o cargo e pouco focadas na atividade principal do negócio: a gestão”.

Os novos exames começarão a ser aplicados a partir de março de 2021. Até lá, continuarão abertas as inscrições para quem deseja se certificar no modelo atual.

O prazo de validade das certificações CFG, CGA e CGE será de três anos a partir da data de aprovação no exame. Os profissionais certificados precisam atualizá-las até a data de vencimento para mantê-las válidas por mais três anos.

Já para os profissionais CGA que atuam em empresas aderentes ao Código Anbima de Certificação, o atestado é válido por tempo indeterminado. O mesmo valerá para os profissionais que obtiverem o CGE.

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