Analista recomenda BRF, mas afirma “momento de comprar ainda não é agora”

Especialista acredita que resultados da empresa foram positivos

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SÃO PAULO – O preço das ações da BRF (BRFS3) “está começando a ficar atraente”, acredita o analista Flávio Conde. Para Conde, os resultados da empresa referentes ao primeiro trimestre de 2015 vieram positivos e a tendência é de crescimento ainda mais forte nos próximos períodos, com a volta da marca Perdigão no segundo semestre de 2015 e o foco da companhia em produtos mais rentáveis.

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Um dos pontos elogiados por Conde no resultado da empresa é o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês), que cresceu 11,2% em relação ao primeiro trimestre de 2014, com destaque especial para o crescimento de vendas e EBIT nas operações da empresa no Oriente Médio, África e Ásia.

Já a receita líquida consolidada da empresa ficou em R$ 7 bilhões nos três primeiros meses de 2015, resultado 5,1% maior do que o apresentado no mesmo período do ano passado. Uma das maiores altas nesse indicativo para a empresa ficou justamente na região do Oriente Médio, com 15%.

O endividamento da empresa aumentou um pouco no começo desse ano, de acordo com Flávio Conde, indo de R$ 6 bilhões em 2014 para R$ 6,2 bilhões. Esse aumento se dá pela alta do dólar frente ao real no período, de acordo com o especialista. Mesmo assim, a razão dívida líquida/EBITDA da companhia caiu de 1,88 para 1,26, por conta do forte aumento do EBITDA acumulado da empresa nos últimos doze meses.

As perspectivas para o restante do ano para a companhia são mistas, tendo pelo lado negativo a queda na renda real dos consumidores, possibilidade de nova greve de caminhoneiros e desemprego maior. Já pelo lado positivo, aparece a volta da marca Perdigão e contínua expansão no mercado internacional.

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Conde ressalta que talvez seja necessário esperar o papel cair mais um pouco, uma vez que o mercado continua penalizando a ação. O ideal, para o analista, é esperar a ação cair até R$ 58,00, para aí realizar a compra.