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Aluguel de ações: participação de pessoa física entre doadores recua em junho

Segundo dados da BM&Bovespa, 23,45% do volume emprestado pertencia a investidores de varejo no mês passado

SÃO PAULO – A participação de investidores pessoa física entre os doadores no aluguel de ações (aqueles que emprestam suas ações a terceiros, em troca de uma remuneração) recuou no sexto mês do ano, de acordo com dados da BM&FBovespa.

Segundo a bolsa, em junho deste ano, 23,45% do volume total emprestado pertencia a investidores pessoa física. No mês anterior, este número era de 26,62%.

Entre os tomadores (investidores que tomam as ações emprestadas), a participação dos investidores pessoa física aumentou, de 3,69% em maio para 4,01% no sexto mês do ano.

Entre os doadores, os investidores estrangeiros registraram a maior participação (37,80%), enquanto os principais tomadores foram os fundos mútuos (66,96%), conforme a tabela a seguir:

 

Participação dos investidores no aluguel de ações/junho
Tipo de investidorDoadoresTomadores
Em R$Participação (%)Em R$Participação (%)
Pessoa Física12,383 bilhões23,452,117 bilhões4,01
Estrangeiro19,961 bilhões 37,8012,580 bilhões23,82
Fundos Mútuos16,729 bilhões31,6835,362 bilhões66,96
Sociedades anônimas376,18 milhões0,71180,97 milhões0,34
Previdência1,916 bilhão3,63nulonulo
Bancos Comerciais255,22 milhões0,481,931 bilhões3,66
Outros 1,186 bilhão        2,25634,88 milhões         1,20

 

Volume
De acordo com a BM&FBovespa, o volume financeiro com empréstimos de ações foi de R$ 52,81 bilhões no mês passado, 18,44% a menos do que o volume registrado em maio de 2012, de R$ 64,75 bilhões.

O número de operações foi de 111,206 mil, ante 125,361 mil transações registradas no mês anterior.

Como funciona o aluguel de ações
Qualquer papel negociado na Bolsa pode ser alugado. Basta que os interessados procurem a corretora de valores e fechem o contrato de aluguel.

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Em troca de “emprestar” a ação, quem aluga recebe uma taxa de remuneração, negociada com o tomador. As taxas cobradas geralmente são baseadas na liquidez daquele ativo. Ou seja, as ações mais líquidas e que são mais alugadas acabam pagando taxas menores do que aquelas que têm uma oferta menor de aluguel.