Além de Bitcoin e Ethereum: 6 criptomoedas “ignoradas” com potencial de valorização

Cerca de 30% do valor de mercado de criptoativos está distribuído por mais de 13 mil tokens – e alguns deles têm bons projetos por trás, segundo especialistas

Lucas Gabriel Marins

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Quando o assunto é criptomoeda, Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) são as moedas digitais mais lembradas, algo compreensível visto que são as blue chips desse mercado, donas de uma capitalização de US$ 1,7 trilhão, ou quase 70% do total dos ativos digitais somados. BTC e ETH, no entanto, não são as únicas do setor, como é bem sabido.

Em alguns momentos, a indústria chegou a ter 20 mil tokens, mas depois de várias “mortes” de projetos, o número atual ficou em cerca 13,5 mil, segundo o agregador de dados CoinGeko. E entre as sobreviventes, há criptos “ignoradas” que, segundo analistas, têm grande potencial de valorização.

Confira, a seguir, seis criptomoedas com bons projetos por trás, mas que ainda são pequenas e, por isso, ainda podem se valorizar proporcionalmente mais que Bitcoin e Ethereum.

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PAID Network (PAID)

O PAID Network é dono do Launchpad Ignition, uma plataforma que permite que as pessoas invistam em projetos que vão ser lançados, comprando suas moedas por um valor menor do que o do mercado. Recentemente, segundo Vinícius Terranova, fundador da Fund Research, o projeto passou reformulações que o deixaram mais atrativo.

“Após o último ciclo, o Launchpad passou a ter um sistema que usa as taxas que recebe de cada lançamento para recomprar tokens PAID, fazendo o ativo receber pressão de compra constante, para depois queimá-los (destruí-los), o que faz o ativo se tornar deflacionário, removendo tokens do mercado a cada execução. Além disso, liberou airdrops (distribuição gratuita de moedas digitais) para quem tem o token em staking (método de renda passiva) trancado no site”.

Pendle (PENDLE)

É a criptomoeda nativa do protocolo Pendle Finance, uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) compatível com várias blockchains que permite a tokenização de rendimentos futuros. “Nela é possível que o investidor aplique estratégias de restaking (método que permite ganhos de recompensas adicionais) e gere renda passiva com suas criptos, enquanto faz especulações em todos os ciclos do mercado”, disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

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Victoria VR (VR)

É uma plataforma de jogos de RPG online baseada em blockchain. Em abril, segundo Terranova, a empresa por trás do projeto vai lançar seu jogo de realidade virtual. Como há um grande hype em cima do game, falou, “o projeto é muito promissor a curto e médio prazo”. Além disso, segundo o especialista, a Victoria tem parcerias com empresas grandes, como a Dell.

SEI (SEI)

É uma uma blockchain baseada no Ethereum (ETH) projetada para suportar exchanges descentralizadas (DEXs). “É um projeto novo, mas que tem feito um trabalho interessante na tentativa de promover escalabilidade e velocidade para o desenvolvimento de aplicações”, disse Ana, sinalizando que o Sei Labs (grupo por trás da cripto) está trabalhando no desenvolvimento da SEI 2.0, com previsão de lançamento até o final do primeiro semestre de 2024.

Entangle (NGL)

A Entangle é uma blockchain modular (tecnologia mais escalável e personalizável do que a “original”) para oráculos, que são provedores de informação externa. Atualmente, esse mercado é dominado pela Chainlink (LINK), o maior oráculo do mercado. “A Entangle vem com uma proposta ainda mais audaciosa, que permite criar seu próprio oráculo customizado com apenas as funções que precisa. É mais barato, rápido e maleável. A Chainlink que se cuide”, disse Terranova.

Lido Finance (LDO)

A Lido Finance (LDO) é um protocolo cripto utilizado para gerar renda passiva. Seus principais objetivos, segundo Ana, estão em facilitar e democratizar o acesso ao staking. “Além de simplificar a dinâmica de investimento, a plataforma também permite investimentos através de pools, e isso permite que o investidor com menos capital também participe dos rendimentos de um staking”.

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney