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Os mercados emergentes não só estão se saindo melhor que os de países desenvolvidos na turbulência provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã: eles continuam atraentes mesmo após terem subido. A avaliação é do UBS, que destaca os retornos estáveis ou positivos de ações, títulos e moedas emergentes desde o início do conflito, mesmo diante do que pode ser a maior crise energética da história.
Segundo o banco suíço, esse resultado surpreende e desafia algumas das suposições mais arraigadas no investimento global. “É um lembrete oportuno de quão rapidamente o cenário pode mudar e por que é essencial revisitar crenças de mercado de longa data”, dizem os analistas em relatório, referindo-se à visão de que os mercados desenvolvidos têm volatilidade sempre menor que a dos emergentes.

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Para o UBS, o mundo vive duas revoluções gêmeas, geopolítica e tecnológica, que estão remodelando o cenário dos mercados em velocidade vertiginosa. “Os mercados emergentes, com seus perfis de volatilidade moderados e fundamentos sólidos, podem ajudar os investidores a se prepararem para uma gama mais ampla de resultados possíveis”, diz o banco.
Na renda fixa, o UBS aponta que os spreads entre emergentes caíram e ficaram em linha com os papéis americanos, mas reforça que os retornos em 12 meses ainda devem ser sustentados em cerca de 10%.
Em ações, o banco destaca a volatilidade abaixo da do mercado americano, e menciona a vocação da Ásia para IA, e o alto preço das commodities em países como o Brasil, onde também ainda vê janela para apreciação do real.
“Embora um dólar americano mais fraco tenha contribuído, a melhoria das estruturas de política monetária nos mercados emergentes desempenhou um papel decisivo”, afirmam os analistas, citando a ação rápida dos bancos centrais emergentes contra a alta da inflação após a pandemia de Covid-19.
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