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A Adam Capital encerrou 2025 com R$ 2,6 bilhões em ativos sob gestão, consolidando o crescimento puxado principalmente pelos fundos de previdência, que lideraram a captação ao longo do ano.
Um dos destaques recentes da casa foi a estratégia Previdência Multimercado, vencedora da categoria Melhor Fundo de Previdência Multimercado na primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney, após ter entregado cerca de 170% do CDI em 2024. Em 2025, contudo, o resultado foi impactado principalmente pelo comportamento do câmbio, que reduziu a contribuição do book de moedas e afetou a assimetria esperada das posições, segundo Sabrina Bueno, Sales e Partner da Adam Capital.
De forma geral, explica Sabrina, o desempenho dos veículos de previdência foi sustentado por uma combinação de histórico consistente, perfil de risco mais defensivo e forte aderência aos mandatos institucionais, em um período marcado por elevada volatilidade nos mercados globais.
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Segundo a gestora, embora 2025 tenha sido um ano em que as narrativas de mercado se sobrepuseram aos fundamentos por mais tempo do que o esperado, a leitura estrutural seguiu correta em pontos centrais, como a resiliência da economia americana e a agenda de produtividade impulsionada por tecnologia e inteligência artificial.
“Tivemos acertos relevantes na leitura macro, especialmente em relação aos Estados Unidos e ao vetor estrutural de tecnologia, mas o cenário cambial acabou sendo um dos principais fatores que pressionaram a performance.”
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Câmbio pressiona, mas tese estrutural permanece
Para 2026, a Adam Capital afirma entrar no novo ciclo incorporando os aprendizados recentes e refinando a forma de traduzir os cenários globais em posições de portfólio, com foco em retornos consistentes no longo prazo. A gestora segue ancorada na visão de que a economia americana mantém fundamentos sólidos e de que tecnologia e inteligência artificial continuam sendo vetores estruturais de produtividade.
Nesse contexto, a casa preserva exposição a ativos ligados ao Nasdaq, combinada a uma gestão ativa de juros e a proteções em moedas, ajustadas ao balanço de riscos do cenário doméstico. “Nossa construção de portfólio busca atravessar diferentes regimes de mercado sem depender de uma única classe de ativo, sempre com atenção à assimetria entre risco e retorno”, diz a gestora.
A estratégia também passa por manter posições descorrelacionadas do consenso quando as oportunidades se mostram favoráveis. A Adam reforça que trabalha com um portfólio desenhado para ter correlação próxima de zero em relação a outros multimercados da indústria, ampliando a diversificação dentro da classe para o investidor.
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Portfólio descorrelacionado e foco em proteção
Entre os diferenciais, a gestora destaca ainda o uso tático de opções como instrumento de proteção e de ajuste fino de exposição, buscando reduzir riscos em cenários adversos e equilibrar a trajetória de retorno entre os diferentes books ao longo do ciclo. Outro ponto central é a decisão de não carregar risco de crédito privado, o que, segundo a casa, preserva liquidez e transparência na marcação a mercado.
“Seguimos comprometidos com uma gestão que prioriza diversificação, controle de risco e consistência ao longo do tempo, combinando visão macro, temas estruturais e instrumentos de proteção para navegar um ambiente global que continua desafiador”, conclui.
Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em novembro de 2025
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