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Confira as ações mais recomendadas para junho; Braskem está entre as preferências

Papéis do Bradesco lideram as escolhas de 13 casas de análise, seguidos pelas ações da Petrobras

bolsa queda índices mercados
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Apesar da surpresa causada no mercado pela desistência do grupo holandês LyondellBassel em comprar a Braskem (BRKM5), as ações da petroquímica estão entre as preferências de corretoras para o mês de junho, com cinco recomendações.

As indicações foram divulgadas antes do anúncio desta terça-feira, por isso, as justificativas para a tese de investimento ficaram parcialmente comprometidas, ao adotarem como premissa a venda da petroquímica.

De toda forma, as corretoras também mencionaram, em relatórios, a resiliência do negócio em que a Braskem atua, com uma demanda constante e independente do momento econômico. Além disso, citaram a eficiência da companhia na gestão de custos e o baixo endividamento, bem como a forte geração de caixa e o pagamento de bons dividendos.

No levantamento feito pelo InfoMoney com 13 carteiras, também ganham espaço os papéis de Bradesco (BBDC4) e Rumo (RAIL3), empresas que não apareciam entre as mais citadas pelos analistas em maio. Em contrapartida, Pão de Açúcar e Gerdau deixaram de figurar entre as ações preferidas.

Por conta do empate no número de recomendações, a lista deste mês conta com seis nomes (um a mais que o normal), que incluem ainda os papéis das estatais Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), assim como ações com viés de proteção, caso de Suzano (SUZB3).

Confira abaixo as ações mais indicadas pelos analistas para junho e as principais justificativas para as escolhas. Para investir nos papéis com taxa zero de corretagem, clique aqui e abra uma conta gratuita na Clear.

Empresa Ticker Recomendações*
Bradesco BBDC4 7
Petrobras PETR4 6
Banco do Brasil BBAS3 5
Braskem BRKM5 5
Rumo RAIL3 5
Suzano SUZB3 5
*Recomendações compiladas das carteiras de ações de XP Investimentos, Rico Investimentos, BB Investimentos, Santander Corretora, Guide, Socopa, Coinvalores, Necton, BTG Pactual,Terra Investimentos, Genial, Elite Investimentos e Planner.

 

Bradesco (BBDC4)

A ação "queridinha" dos analistas para junho é do Bradesco, com sete recomendações. O banco é visto como o mais bem posicionado para se beneficiar das crescentes concessões de crédito para pequenas e médias empresas, bem como pessoas físicas.

De acordo com a XP Investimentos, BBDC4 está um passo atrás dos pares e, por isso, teria mais espaço para melhorar a qualidade dos ativos e reduzir suas despesas relacionadas à provisão em 2019. No ano, os papéis do banco sobem 14,48%. “Ainda vemos o valuation como atrativo em relação ao Itaú e ao Santander, mesmo após o desempenho superior recente”, diz a equipe de análise da casa.

As instituições financeiras veem Bradesco mais atraente do que os concorrentes principalmente por sua atuação majoritariamente doméstica e por ter uma base de clientes mais focada em pequenas e médias empresas.

Petrobras (PETR4)

Os fundamentos que justificam a escolha dos analistas por Petrobras se vinculam, em grande parte, à desalavancagem em andamento pela companhia e à sólida geração de caixa, reforçada pela recuperação nos preços do petróleo neste começo de ano, bem como na resolução do leilão da área excedente da cessão onerosa.

Banco do Brasil (BBAS3)

Assim como em maio, as casas de análise afirmam que o Banco do Brasil deve se beneficiar da aprovação da reforma da Previdência e da retomada econômica, aumentando sua oferta de crédito no segmento de varejo.

O maior otimismo econômico também deve acarretar aumento de empréstimos, níveis de inadimplência comportados, spreads saudáveis e despesas operacionais crescendo abaixo da inflação nos próximos anos. Segundo as equipes de análise, um potencial ganho pode partir ainda das possíveis vendas de subsidiárias, como gestão de ativos e cartões.

Demais drivers, segundo a Terra Investimentos, incluem o aumento do lucro líquido recorrente — superior ao apresentado pelos seus principais pares de mercado — , bem como a alta capilaridade da rede de agências, que representam quase 22% do total de agências existentes no Brasil.

Rumo (RAIL3)

Recém-chegada ao ranking, Rumo recebeu neste mês recomendações da Santander Corretora e do BTG Pactual. De acordo com os analistas da Santander Corretora, RAIL3 é vista como uma empresa com geração de caixa inelástica. Parte da previsibilidade é explicada pelo fato de que 80% do volume transportado está contratado pelo formato “take-or-pay” e é indexado à inflação, o que garante maior estabilidade no volume e nas margens operacionais.

Suzano (SUZB3)

A Suzano exporta praticamente toda sua produção, ou seja, é uma companhia bem exposta ao dólar. Apesar de a empresa ter apresentado performance negativa nos últimos meses por conta das piores perspectivas para o mercado de celulose (com queda de 18,74% no ano), analistas acreditam que, nos níveis atuais, as ações estão em um “bom ponto de compra”.

Na opinião da Santander Corretora, a desvalorização da ordem de 21% das ações da Suzano em maio foi "exagerada". Entre as justificativas para a avaliação estão a nova fase da companhia junto à Fibria, bem como os resultados em linha com as estimativas da corretora. A expectativa é de que a empresa consiga reduzir estoques gradualmente sem prejudicar os preços da celulose, abrindo caminho para a aceleração dos lucros nos próximos trimestres.

Outros destaques

Apesar de não estarem entre as favoritas do mês, as ações da Marfrig (MRFG3) entram no radar dos investidores, com duas menções, que partiram do BB Investimentos e da Guide. As recomendações sucedem o anúncio das conversas sobre a fusão entre a companhia e a BRF (BRFS3), podendo levar à criação da quarta maior empresa de carnes do mundo.

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