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Bolsa bate 100 mil pontos, mas recorde real está longe de ser atingido

A pontuação máxima aconteceu no dia 20 de maio de 2008, quando o índice atingiu 135.497 pontos corrigidos pelo IPCA (índice que mede a inflação oficial do país). Em pontos nominais, o índice estava em 73.516 pontos 

Bolsa ações gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa ultrapassou a barreira dos 100 mil pontos nesta segunda-feira (18), que além de ser recorde histórico ainda tem um grande peso psicológico para os investidores.

Mas quando se observa a pontuação real do índice - descontada a inflação -, o Ibovespa está longe do seu recorde: a máxima aconteceu no dia 20 de maio de 2008, quando ele atingiu 135.497 pontos corrigidos pelo IPCA (índice que mede a inflação oficial do país). Em pontos nominais, o índice estava em 73.516 pontos naquele dia.

 A conta foi feita pela consultoria Economatica e considera uma inflação de 84% desde maio de 2008 até hoje.

Já quando se considera a pontuação do Ibovespa em dólar, o recorde aconteceu no dia 19 de maio de 2018, quando o índice atingiu 44.616 pontos em dólar. Já no fechamento da última sexta-feira, o Ibovespa em dólar estava em 25.855 pontos.

Índice ultrapassou os 100 mil, mas fechou abaixo

O Ibovespa superou a marca histórica dos 100 mil pontos nominais nesta segunda-feira às 14h44, mas não sustentou este patamar até o fechamento. O índice terminou aos 99.993 pontos, após uma alta de 0,86%.

A alta acompanhou o otimismo com o noticiário sobre a reforma da Previdência, além do cenário externo, onde os índices subiram, incluindo Wall Street, que fica atento à reunião do Fomc (Federal Open Market Committee).

A expectativa é que o Fed mantenha seus juros básicos no encontro de terça e quarta-feira (19 e 20) e reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA, além de planejar a redução do seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

 

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