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Ação da BR Distribuidora pode subir mais 61% em cenário de "céu de brigadeiro", diz Morgan Stanley

As ações da companhia têm se valorizado nos últimos meses por conta das expectativas de privatização

bomba de gasolina - posto - Petrobras
(Reuters)

SÃO PAULO - A expectativa de privatização da BR Distribuidora (BRDT3), braço de distribuição de combustível da Petrobras, tem contribuído para um momento positivo para as ações da companhia. Nos últimos seis meses as ações subiram 40%, apresentando um desempenho bem superior ao de seus concorrentes, como no caso da Ultrapar (UGPA3), que subiram 25% no mesmo período. 

Em relatório, o Morgan Stanley afirma que apesar dos ativos já estarem em parte precificados, um cenário de "céu de brigadeiro" pode conferir ainda mais potencial de alta às ações da companhia, podendo alcançar os R$ 39,50 - upside de 61%. "Acreditamos que um operador privado possa acelerar as iniciativas da companhia para ganhar participação de mercado, assim como aumentar as margens e o corte de gastos nos próximos três anos", destacaram os analistas Bruno Montanari e Guilherme Levy. 

Neste contexto ideal que, segundo eles, inclui a privatização da companhia e uma melhora do cenário de distribuição de combustíveis no Brasil, o aumento seria de R$ 9 por ação. A equipe de análise estima que a privatização sozinha adicionaria R$ 7 por ação em um cenário base, levando o papel para os R$ 33,00 - um potencial de valorização de 34%. Além disso, tal contexto contribuiria para uma redução no custo de capital da companhia, possibilitando um negócio mais eficiente e rentável e levando a um aumento de R$ 4,50 por ação. 

Embora estejam otimistas com a companhia, os analistas destacam que as incertezas no setor de combustíveis e um ambiente competitivo difícil podem atrasar o processo. Ademais, caso a privatização da companhia não se concretize, é bem provável uma queda das ações, ou um 'downside'. "Apesar disso, nossas estimativas apontam para um fluxo de caixa muito saudável, que permite uma distribuição de dividendos atrativa (vemos 6,4% de dividend yield em 2019)", escrevem.

Desta forma, Montanari e Levy optaram por elevar o preço-alvo de R$ 23 para R$ 26 (upside de 4,50% em relação ao fechamento do dia 22), mas por manter a recomendação "neutra".

No setor, a favorita dos analistas é Ultrapar (UGPA3). "Atualmente vemos uma posição mais atrativa em UGPA3 por conta da diferença de valorização e da melhora recente de execução para expandir margens após a greve dos caminhoneiros", escrevem.

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