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As 12 ações preferidas dos analistas para fevereiro

O InfoMoney compilou as ações mais indicadas por 13 corretoras para este mês. Estatais e empresas do setor financeiro estão na lista

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Todos os meses, instituições financeiras e corretoras de investimentos divulgam suas seleções de ativos para os próximos 30 dias, buscando superar o Ibovespa. Para ajudar o investidor, o InfoMoney compilou todas essas informações para fevereiro e elaborou um ranking com os papéis mais recomendados para o período.

Da mesma forma como no mês de janeiro, os analistas seguem arrojados e confiantes com a retomada da economia, do consumo e da valorização das ações no mercado doméstico. Um exemplo disso são as posições em papéis de beta mais elevado, como Petrobras e Banco do Brasil, que tendem a subir mais com a valorização do Ibovespa.

A favorita dos analistas para fevereiro é Petrobras (PETR4), estatal presente nos segmentos de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas, além de refino, logística, comercialização e distribuição. O papel foi recomendado por 9 das 13 carteiras de investimentos analisadas pelo InfoMoney.

Para surfar a onda de otimismo do governo Bolsonaro, os analistas estão optando por aumentar a exposição a ativos como empresas estatais, que se beneficiam de melhor governança corporativa e varejistas, que aproveitam a queda do desemprego e aumento da confiança do consumidor. Para investir nas ações mais recomendadas, clique aqui e abra uma conta na XP - é de graça!

Ativos financeiros, como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e B3 também estão no ranking, refletindo a expectativa de expansão do crédito, queda da inadimplência e valorização do mercado acionário. Além disso, perspectivas de retomada da economia e do consumo justificam papéis voltados ao mercado doméstico, como Localiza, Natura e Via Varejo.

Abaixo, compilamos as 12 ações mais indicadas pelos analistas de 13 corretoras. Elas mostram o apetite dos analistas também por outros segmentos, como os de varejo e resseguros. Em seguida, veja as justificativas para a escolha de cada um dos ativos que receberam no mínimo cinco recomendações. Confira:

tabela-fev-ações
*Dados obtidos com base nas carteiras recomendadas da XP Investimentos, Rico Investimentos, BB Investimentos, Santander Corretora, Bradesco BBI, Socopa, Coinvalores, Necton, Ágora, Ativa, Terra Investimentos, BTG Pactual e Guide.

 

Petrobras (PETR4)

De acordo com os analistas, o risco político do papel recuou após a escolha de Castello Branco como presidente da Petrobras. Thiago Salomão, analista da Carteira Rico Premium, destaca que a venda de ativos segue firme e que o recebimento de recursos com o acordo da cessão onerosa pode destravar 'um valor enorme para a companhia'. "Se esses dois eventos continuarem evoluindo e o preço do petróleo se manter acima de US$ 50, a ação tem muito a andar".

Banco do Brasil (BBAS3)

A posição em Banco do Brasil reforça o otimismo dos analistas com o setor bancário brasileiro. A expectativa é de que haja um crescimento das concessões de crédito e que o sistema bancário conte com níveis de inadimplência comportados, spreads saudáveis e despesas operacionais crescendo abaixo da inflação nos próximos trimestres.

Somado a isso, o banco é historicamente um bom pagador de dividendos, com um dividend yield estimado em 4,2% para 2019, o que tende a beneficiar suas ações em um cenário de juros nominais menores, como o atual.

B3 (B3SA3)

As recomendações para a bolsa de valores brasileira refletem os resultados operacionais recentes, que mostram um volume mais forte de ações e futuros. Os analistas destacam que o volume de negócios deverá continuar a crescer em 2019 e que há uma janela bem positiva do mercado acionário, o que tende a favorecer as operações de emissões de ações.

Vale destacar que, apesar de estar exposta e se beneficiar de um ambiente otimista, a B3 também é considerada defensiva, uma vez que possui uma importante diversificação de receitas.

Gerdau (GGBR4)

A recomendação de compra para Gerdau está baseada na expectativa de recuperação de margem no Brasil, com aumento da demanda interna de aço causada impulsionada por investimentos em infraestrutura e construção civil, que tendem a crescer com a retomada da economia. Além disso, os analistas destacam que o mercado nos Estados Unidos traz um tom de melhora e queda na alavancagem, com múltiplo descontado.

Itaú Unibanco (ITUB4)

Na opinião dos analistas, o Itaú continua sendo uma empresa bem posicionada dentro do setor bancário para aproveitar a recuperação das concessões de crédito no Brasil e da normalização do nível de provisões nos próximos trimestres. Além disso, o banco conta com um mix de geração de caixa defensivo, como de tesouraria, seguros, previdência, cartões etc. -  o que é positivo no momento atual.

Rumo (RAIL3)

Analistas destacam que a empresa de logística é previsível, uma vez que 80% do volume transportado também está contratado pelo formato "take-or-pay", que é indexado à inflação, garantindo maior estabilidade no volume e nas margens operacionais. Além disso, a companhia reportou fortes resultados no 3º trimestre de 2018, registrando um crescimento de 20% no Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) em relação ao mesmo período no ano anterior.

Vale (VALE3)

Os analistas destacam que a reação das ações da Vale na bolsa após a tragédia em Brumadinho refletiu em parte a saída de investidores que 'precisavam' vender a ação, como fundos e grandes investidores (por conta dos problemas ambientais). Logo após essa forte queda, porém, a Vale anunciou uma série de medidas que, na opinião de Thiago Salomão, analista da Carteira Rico Premium, ajudaram a trazer um "norte" para o mercado e iam em linha com o compromisso social que a companhia "precisa ter neste momento".

"A chance do 'pior cenário possível para a ação' acontecer diminuiu e como o preço dela refletia esse pior cenário, resolvemos colocar uma pequena parcela da carteira em VALE3, para aproveitar também o bom momento do minério no curto prazo", escreve.

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