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5 segredos essenciais para ganhar dinheiro na Bolsa

Luiz Alfredo, sócio-fundador do Guia da Bolsa, revela seus filtros de mercado para maximizar a possibilidade de ganhos  

SÃO PAULO – É padrão do brasileiro que investe em renda variável buscar lucro gordo imediato, como se velocidade dos retornos fosse inerente ao risco. Para Luiz Alfredo, sócio-fundador do Guia da Bolsa, esta mentalidade é totalmente equivocada.

“As pessoas têm que entender que o que a Bolsa oferece de mais interessante é o longo prazo”, disse o especialista, em palestra transmitida pelo YouTube do InfoMoney.

A partir de seu conhecimento de Bolsa e de uma análise das movimentações do Ibovespa nos últimos 23 anos, Alfredo revelou alguns de seus segredos essenciais como assessor de investimentos para buscar carteiras com maiores ganhos. Confira os pontos principais listados abaixo. Para assistir ao vídeo completo, clique no player acima.

  1. 1. Longo prazo

“O Ibovespa é lento e longo, é importante ter essa noção”, diz Alfredo, em sua lição principal. Ao analisar o gráfico do Ibovespa entre 1995 e 2018, é possível notar que, embora haja períodos de alta e de baixa ao longo dos meses, a tendência do índice no longo prazo é para cima. Não à toa, os 20 grandes fundos de ações brasileiros mantêm estratégia de longo prazo.

Pessoas que pensam no curto prazo e saem em momentos de baixa tendem a nutrir sentimentos negativos pela Bolsa, mas a chave é aguardar e focar no futuro, diz. “Não quer dizer que você não possa fazer operações curtas, mas é importante ter essa noção”.

Uma explicação para esta tendência é o aumento do PIB. Conforme há crescimento do produto interno bruto, as empresas têm cada vez mais espaço para crescer – consequentemente, suas ações valorizam.

  1. 2. Manter a posição

Normalmente, assessores de investimentos sugerem que investidores conservadores mantenham entre 5% e 10% de seu patrimônio na Bolsa. Para moderados, a indicação é entre 10% e 20%; acima disso, o perfil já é considerado agressivo.

Quando o investidor tem 10% alocados e as ações sobrem, o percentual aplicado, naturalmente infla. Alfredo alerta que, neste momento, é necessário fazer retiradas para manter o mesmo percentual de alocação em bolsa.

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Isso pode parecer uma perda de tempo em períodos de alta, mas é essencial para proteger o patrimônio do investidor no momento da queda – sempre lembrando que haverá ciclos para cima e para baixo em uma estratégia de longo prazo.

O mesmo vale para períodos de baixa. Se o patrimônio alocado ficou em menos que o percentual estipulado de início (10%, neste exemplo), o investidor deve fazer novos aportes, e não zerar a posição. “A gente não pode ser avesso a risco no lucro e tomar risco no prejuízo”, diz Alfredo. “É preciso criar regras e filtros para não perder valorizações interessantes e evitar quedas muito prejudiciais”.    

  1. 3. Atenção aos gestores

Preço de compra não é indicação suficiente para cravar o momento de comprar ou vender uma ação. Alfredo explica que há filtros operacionais aplicáveis a uma estratégia de Bolsa. Um de seus métodos pessoais é observar a movimentação de gestores de fundos de investimentos.

A CVM disponibiliza as posições dos fundos com até 3 meses de atraso. Obviamente, essa informação acaba ficando defasada por conta do prazo estendido, mas um investidor pode solicitar ao seu assessor de investimentos que entre em contato com os gestores para descobrir se determinado papel faz parte de alguma dessas carteiras.

  1. 4. Estudar o ROE

O retorno sobre patrimônio (ROE) da empresa é outra medida utilizada por Alfredo para saber o momento de retirar uma posição na Bolsa. este indicador é utilizado para analisar a capacidade de crescimento de uma empresa com o patrimônio já disponível.

Para exemplificar, o palestrante usa a ação da Raia Drogasil – o ROE era fraco, mas o vetor era crescente a cada novo balanço. Quando o movimento deixa de ser crescente, pode ser o momento de vender.

  1. 5. Observar volumes de negociação

Para quem gosta de operações curtas (daytrade e swingtrade), uma boa métrica para não perder a referência é a do volume negociado (quanto em dinheiro a ação movimentou) em relação à média histórica para aquele papel.

Momentos de negociações muito intensas “tendem a reforçar a probabilidade de o papel seguir na direção em que ele já está”, explica Alfredo. Ou seja, se a ação está em alta e negocia muito acima da sua média em um dia, a tendência é que a alta continue no curto prazo.

Para usar esse filtro, porém, é importante notar se há alguma situação atípica que distorça os volumes. Distorções podem ocorrer, por exemplo, quando um fundo compra ou vende um lote muito grande de ações da empresa.

Também é válido destacar que a média a ser observada sempre é o volume de negociação daquele papel em específico – nunca o de outras empresas da bolsa ou a média geral.

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