Em onde-investir / acoes

As 15 ações preferidas dos analistas para comprar em dezembro

Analisamos 13 carteiras de investimentos para compilar os papéis mais recomendados pelos analistas para este mês

Painel de ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Todo mês, corretoras de investimentos e instituições financeiras elaboram uma seleção com as ações que acreditam ter bom potencial de rentabilidade nos próximos 30 dias. Para ajudar o investidor, o InfoMoney compila todas essas informações e elabora um ranking com os papéis mais recomendados no período.

Para este mês, o resultado mostrou que os analistas continuam arrojados e confiantes em uma exposição ao "risco-Brasil", mantendo apostas em papéis mais "agressivos", como Petrobras, Vale e Gerdau, por exemplo. Ao mesmo tempo, colocam o pé no freio com Suzano, com a expectativa de um 'hedge cambial", ganhando com a alta do dólar.

Assim como no último mês, a favorita para dezembro é Petrobras (PETR4), estatal presente nos segmentos de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas, além de refino, logística, comercialização e distribuição. O papel foi recomendado por 11 das 13 carteiras de investimentos analisadas pelo InfoMoney.

Para surfar essa onda de otimismo, os analistas estão optando por aumentar a exposição a ativos como empresas estatais, que se beneficiam de melhor governança corporativa e varejistas, que aproveitam a expansão do crédito, queda do desemprego e aumento da confiança do consumidor. Para investir nas ações mais recomendadas pelos analistas, clique aqui e abra uma conta na XP - é de graça!

No setor de real estate, empresas como MRV Engenharia estão bem posicionadas para aproveitar a retomada da economia e do crédito, influenciadas pelas construções do Minha Casa Minha Vida. Além disso, a maior exposição ao mercado doméstico e o potencial de diluição do custo fixo deve beneficiar siderúrgicas, mineradoras e produtoras de commodity, como Suzano, Vale e Gerdau. Também devem se beneficiar as locadoras de veículos e bancos, estes com a retomada do crédito. 

Abaixo, compilamos as 15 ações mais indicadas pelos analisas, juntamente com aquelas recomendadas por três carteiras e mostram o apetite dos analistas para outros segmentos, como o do varejo.

Acompanham também as justificativas para a escolha de cada um dos ativos que receberam no mínimo seis recomendações. Confira:

recomendacoes-dez
*Dados obtidos com base nas carteiras recomendadas da XP Investimentos, BB Investimentos, Santander Corretora, Bradesco BBI, Socopa, Coinvalores, Spinelli, Ágora, Ativa, Elite, Terra Investimentos, Guide e BTG Pactual. 

 

Petrobras (PETR4)

Na opinião de Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos, a Petrobras tende a se beneficiar da agenda de privatizações propostas pelo novo governo. Além disso, a estatal vai continuar a sua reestruturação operacional, que começou há dois anos, e deve continuar com mais força com Bolsonaro - notícia positiva para a empresa.

Luketic explica que com o resultado das eleições, dúvidas sobre a continuidade efetiva da política de preços devem ser dissipadas, visto que Bolsonaro afirmou que seriam permitidos repasses de petróleo e câmbio para combustíveis.

Outro ponto que merece destaque é o avanço das negociações do Projeto de Lei da cessão onerosa no Senado, que pode gerar uma arrecadação de até R$ 100 bilhões à companhia.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica Gerdau possui uma importante participação no mercado externo e ainda que tenha participação relevante nas operações nacionais, o negócio (venda de aço) está indexado ao preço global da commodity, se beneficiando com a valorização do dólar. Ao mesmo tempo, o papel está exposto ao risco-Brasil, uma vez que tende a apresentar uma recuperação de margem com a melhora da construção civil no país.

B3 (B3SA3)

A bolsa de valores brasileira é destaque na carteira por deter uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós-negociação de ativos financeiros, assim como por captar importantes sinergias da combinação com a Cetip. Vale destacar que, apesar de estar exposta e se beneficiar de um ambiente otimista, a B3 também é considerada defensivo, uma vez que possui uma importante diversificação de receitas.

No começo do mês, a empresa anunciou o lançamento de novos produtos, que contribuem para ampliar a prateleira da B3, como Futuro de Moedas, Opções de Futuro sobre DI + VTF, Futuro de Ações, Futuro de Micro S&P 500 e Minicontrato de Opções de Dólar.

Vale (VALE3)

Na opinião da XP, a empresa está em um momento operacional muito bom e deve continuar surpreendendo. Apesar da queda do preço do minério, do petróleo, cobre e outras commodities ao longo dos últimos dois meses, Luketic conta que vê um ambiente de preços de minério sustentável ao longo do próximo ano e que o minério de ferro tem tido um desempenho superior a outras commodities, acumulando 37% contra petróleo, 19% contra o cobre e 18% contra o aço desde agosto-setembro.

"Apesar de ser difícil antever o momento exato, a queda do minério era antecipada, mas é importante destacar que o nível atual ainda é muito saudável, próximo de US$ 65/tonelada", diz. 

Além disso, ele destaca que a Vale deve acelerar o pagamento de dividendos a partir de 2019, entrando no maior ciclo de dividendos da história da companhia. “Vemos potencial da empresa pagar um yield de dividendo próximo a 10%”, diz. O analista também acredita que as ações estão negociando a múltiplos atrativos: 5x Ebitda, abaixo da média histórica de 6x.

Banco do Brasil (BBAS3)

A posição em Banco do Brasil reforça o otimismo dos analistas sobre o setor bancário brasileiro, assim como sobre as estatais, que devem se beneficiar por boas práticas de governança corporativa e foco em rentabilidade.

A expectativa dos analistas é que haja um crescimento das concessões de crédito nos próximos trimestres que, juntamente com a melhora da qualidade de ativos de todo o sistema, deve criar um ambiente propício para o crédito retomar seu papel na recuperação econômica brasileira.

Rumo (RAIL3)

A Rumo está atrelada a um segmento que não para de crescer, o de soja. Além disso, a empresa ganha conforme ela transporta, ou seja, com a retomada da economia e, consequentemente, da produção e do consumo, a Rumo tende a se beneficiar.

Suzano (SUZB3)

A demanda por celulose está aquecida em todos os mercados de atuação e os estoques de celulose nos portos chineses estão em níveis baixos - o que é positivo para a empresa. Além disso, a companhia conseguiu o aval de todos os órgãos reguladores para concluir o acordo de compra da Fibria. A fusão deve ser concluída em janeiro do próximo ano e, juntas, as empresas passarão a ser a maior companhia de celulose do mundo. A expectativa dos analistas é que a conclusão do acordo permita à Suzano ganhos de sinergia.

Invista nas ações mais recomendadas pelos analistas: abra uma conta na XP - é de graça!

 

Contato